HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2020
Mulher de 65 anos, assintomática, comparece à UBS solicitando informações sobre prevenção do câncer de mama. Nega histórico familiar da doença, apresenta IMC = 35 kg/m² , relata sedentarismo e tabagismo. Exame físico normal. Além da solicitação da mamografia, quais recomendações deveriam ser dadas a esta paciente para redução de risco e rastreamento do câncer de mama, com base em evidências?
Prevenção câncer mama: mamografia bienal (50-69a) + cessação tabagismo, atividade física, perda de peso para reduzir risco.
Para mulheres de 65 anos com fatores de risco modificáveis, a prevenção do câncer de mama inclui mamografia bienal e importantes mudanças no estilo de vida, como cessação do tabagismo, prática de atividade física e perda de peso.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma. A prevenção e o rastreamento são estratégias essenciais para reduzir a incidência e a mortalidade da doença. Em mulheres idosas, a abordagem deve considerar tanto o rastreamento mamográfico quanto a modificação de fatores de risco. Os fatores de risco para câncer de mama podem ser divididos em não modificáveis (idade, história familiar, mutações genéticas) e modificáveis. Os fatores modificáveis incluem obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo. A intervenção nesses fatores, como a cessação do tabagismo, a prática regular de atividade física e a perda de peso, tem um impacto significativo na redução do risco de desenvolver a doença. Para o rastreamento, a mamografia é o método de escolha. As diretrizes brasileiras recomendam a mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos com risco habitual. É fundamental que o médico de atenção primária oriente a paciente sobre a importância tanto do rastreamento periódico quanto das mudanças no estilo de vida, promovendo uma abordagem integral na prevenção do câncer de mama.
Os fatores de risco modificáveis para o câncer de mama incluem obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo e uso prolongado de terapia de reposição hormonal combinada.
Para mulheres de 65 anos com risco habitual, a mamografia de rastreamento é recomendada a cada dois anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, até os 69 anos.
A atividade física regular e a manutenção de um peso saudável (perda de peso em caso de obesidade) reduzem o risco de câncer de mama ao diminuir os níveis de estrogênio e insulina, melhorar a função imunológica e reduzir a inflamação crônica.
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