INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Observe a figura abaixo, que representa a taxa de mortalidade ajustada pela população mundial por câncer do colo do útero, nas regiões do Brasil, no período de 1983 a 2013. A partir de 2014, o Ministério da Saúde do Brasil ampliou o Calendário Nacional de Vacinação com a introdução da vacina quadrivalente contra HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18, em esquema vacinal estendido, composto por três doses (0, 6 e 60 meses). Considerando a relevância em Saúde Pública da prevenção e controle do câncer de colo de útero e a heterogeneidade dos cenários epidemiológicos nas regiões brasileiras, ilustrada na figura acima, é essencial ao planejamento e à estruturação de programas de prevenção e controle do câncer do colo do útero
Controle do câncer cervical = Vacinação (1ª) + Rastreamento (2ª) + Tratamento/Paliativo (3ª).
O controle efetivo do câncer de colo de útero exige uma abordagem sistêmica que integre desde a vacinação primária até o suporte paliativo e monitoramento de dados.
O câncer do colo do útero permanece um desafio de saúde pública no Brasil, com disparidades regionais marcantes. A estruturação de programas eficazes deve seguir as diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde, garantindo a continuidade do cuidado. A integração entre a atenção primária (vacina e coleta de citologia) e a atenção especializada (colposcopia, cirurgia e oncologia) é o único caminho para reduzir as taxas de mortalidade ajustadas. Além disso, a inclusão de cuidados paliativos assegura dignidade aos casos avançados, fechando o ciclo de assistência integral.
A prevenção primária envolve a vacinação contra o HPV e educação em saúde. A prevenção secundária foca no rastreamento (Papanicolau) para detecção precoce de lesões precursoras. A prevenção terciária compreende o tratamento das lesões invasivas e a reabilitação, visando reduzir a morbimortalidade.
Introduzida em 2014, a vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11 (verrugas genitais) e 16, 18 (oncogênicos). É uma estratégia de longo prazo para reduzir a incidência do câncer, mas não substitui a necessidade de rastreamento em mulheres já expostas ao vírus.
O monitoramento e a avaliação permitem identificar falhas na cobertura vacinal, baixas taxas de adesão ao rastreamento ou gargalos no acesso ao tratamento especializado, permitindo ajustes regionais conforme a heterogeneidade epidemiológica do Brasil.
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