Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
O carcinoma invasivo do colo de útero é ainda um dos tumores malignos frequentes entre as mulheres brasileiras. Entre as medidas preventivas efetivas, incluem-se todas as medidas abaixo, exceto:
Prevenção do câncer de colo de útero inclui vacinação HPV e Papanicolau; progesterona não é medida preventiva.
As medidas preventivas efetivas contra o carcinoma de colo de útero incluem a vacinação contra o HPV (principal causa do câncer), o rastreamento regular com exame preventivo (Papanicolau) para detecção precoce de lesões pré-malignas e campanhas de educação em saúde. O uso sistematizado de progesterona não tem papel na prevenção do câncer de colo de útero.
O carcinoma invasivo do colo de útero representa um grave problema de saúde pública no Brasil, sendo o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. Sua importância clínica e epidemiológica reside na alta morbimortalidade, mas também na sua natureza prevenível e detectável em estágios pré-malignos. A fisiopatologia do câncer de colo de útero está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção leva a alterações celulares que, ao longo de anos, podem progredir para lesões pré-invasivas (NIC) e, finalmente, para o câncer invasivo. O rastreamento com Papanicolau visa detectar essas lesões em fases iniciais, permitindo tratamento antes da progressão. As medidas preventivas incluem a prevenção primária, com a vacinação contra o HPV, e a prevenção secundária, com o rastreamento citopatológico (Papanicolau). Campanhas de educação em saúde são vitais para aumentar a adesão a essas medidas. O uso de progesterona não tem papel na prevenção do câncer de colo de útero, sendo uma alternativa incorreta que desvia a atenção das estratégias comprovadamente eficazes.
No Brasil, a vacinação contra o HPV é recomendada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, com o objetivo de prevenir infecções pelos tipos de HPV de alto risco oncogênico.
Após dois exames anuais consecutivos negativos, o rastreamento pode ser feito a cada três anos, para mulheres entre 25 e 64 anos, conforme as diretrizes brasileiras.
A principal causa do câncer de colo de útero é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), sendo a vacinação e o rastreamento cruciais para a prevenção.
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