SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A aspiração pulmonar de conteúdo gástrico pode ocorrer durante a laringoscopia e a extubação traqueal. Pode-se, no entanto, reduzir o seu risco
Extubação em plano profundo de anestesia ↓ risco de aspiração pulmonar.
A extubação em plano profundo de anestesia, embora possa aumentar o risco de obstrução de vias aéreas superiores, reduz o risco de aspiração pulmonar, pois o paciente ainda não recuperou totalmente os reflexos de tosse e deglutição, mas o tônus muscular da faringe está mais relaxado, diminuindo o laringoespasmo.
A aspiração pulmonar de conteúdo gástrico é uma complicação potencialmente grave da anestesia geral, podendo ocorrer durante a indução, manutenção ou, mais comumente, durante a extubação traqueal. A incidência varia, mas as consequências podem incluir pneumonite química, pneumonia aspirativa e Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), com alta morbimortalidade. A prevenção é um pilar fundamental da prática anestésica segura. Durante a extubação, o risco de aspiração é elevado devido à manipulação das vias aéreas e à recuperação gradual dos reflexos protetores. A extubação em plano profundo de anestesia é uma técnica que visa minimizar o risco de laringoespasmo e tosse vigorosa, que podem precipitar a aspiração. Embora o paciente ainda não tenha recuperado totalmente os reflexos de tosse e deglutição, o relaxamento da musculatura faríngea e laríngea reduz a chance de laringoespasmo e a força de uma tosse que poderia impulsionar o conteúdo gástrico. Outras medidas preventivas incluem o jejum pré-operatório adequado, a manobra de Sellick (pressão cricoide) durante a indução em pacientes de alto risco, o uso de agentes procinéticos (como metoclopramida) e antiácidos (como ranitidina ou omeprazol) para reduzir o volume e a acidez do conteúdo gástrico. A passagem de sonda nasogástrica para esvaziamento gástrico pode ser útil em casos selecionados, mas não é uma medida universalmente recomendada para todos os pacientes.
A aspiração pulmonar pode levar a pneumonite química, pneumonia aspirativa, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e até óbito, com alta morbimortalidade.
Em plano profundo, o paciente tem menor chance de tossir ou fazer força contra o tubo, o que pode forçar conteúdo gástrico para a faringe. Além disso, o laringoespasmo é menos provável.
Jejum pré-operatório adequado, uso de agentes procinéticos como metoclopramida, e antiácidos ou bloqueadores H2 para reduzir o volume e acidez gástrica são medidas importantes.
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