MedEvo Simulado — Prova 2026
Um lactente de 5 meses de idade é levado à consulta de puericultura em uma Unidade Básica de Saúde. A mãe reside em uma região com alta incidência de casos de Dengue e Chikungunya e expressa grande preocupação com a proteção do filho contra picadas de mosquitos, especialmente durante o dia, quando o bebê costuma ficar no carrinho na varanda da casa. Ela questiona qual o método mais seguro e eficaz para prevenir as arboviroses nesta faixa etária. Considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da ANVISA sobre prevenção de doenças transmitidas por vetores, a conduta mais adequada é:
Lactentes < 6 meses → Proibido repelentes químicos; Usar barreiras físicas (telas, mosquiteiros, roupas).
Abaixo dos 6 meses, a barreira mecânica é a única estratégia segura, pois a absorção cutânea de repelentes químicos pode ser tóxica e a eficácia de óleos naturais é insuficiente.
A proteção de lactentes jovens contra arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya é um desafio clínico devido à imaturidade da barreira cutânea e do sistema metabólico para processar substâncias químicas. A absorção transdérmica em menores de 6 meses é significativamente maior, elevando o risco de toxicidade sistêmica por repelentes. A Sociedade Brasileira de Pediatria enfatiza que o controle ambiental e as barreiras físicas são os pilares da prevenção. Isso inclui a eliminação de criadouros de mosquitos no domicílio e o uso rigoroso de telas e mosquiteiros. Após os 6 meses, substâncias como o IR3535 podem ser introduzidas, e após os 2 anos, a Icaridina e o DEET em concentrações adequadas tornam-se opções seguras, sempre respeitando o limite de aplicações diárias.
De acordo com a ANVISA e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o uso de repelentes químicos (como DEET, Icaridina ou IR3535) não é recomendado para bebês menores de 6 meses. A partir dessa idade, o uso deve seguir concentrações específicas e orientações de rótulo, priorizando produtos aprovados para a faixa etária pediátrica.
Embora pareçam inofensivos, óleos naturais como citronela e andiroba têm eficácia muito curta (poucos minutos) e não protegem adequadamente contra o Aedes aegypti. Além disso, podem causar reações alérgicas ou irritações na pele sensível do lactente, não sendo recomendados como método principal de proteção.
As medidas mais eficazes incluem o uso de telas mosquiteiras em janelas e portas, mosquiteiros de malha fina sobre o berço e o carrinho de passeio, e a utilização de roupas de mangas compridas e calças que cubram a maior parte do corpo, preferencialmente de cores claras para não atrair insetos.
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