Vassouras - Hospital Universitário de Vassouras (RJ) — Prova 2018
O renomado livro, Saúde da Família: uma abordagem multidisciplinar (02a edição), apresenta temas de grande relevância à prática clínica do Médico de Família e Comunidade de uma forma muito didática. A família e seu ciclo vital, estão intimamente ligados a rotina deste profissional, tendo o mesmo, que compreender as particularidades de cada fase da existência humana. Com relação à prevenção de acidentes desde o nascimento, marque a opção que relacione corretamente o risco à faixa etária.
Risco de estrangulamento ↑ em bebês de 7-12 meses devido à maior mobilidade e exploração.
Bebês entre 7 e 12 meses desenvolvem maior mobilidade (engatinhar, sentar, puxar) e curiosidade, explorando o ambiente ao seu redor. Isso os torna particularmente vulneráveis a acidentes por estrangulamento com fios, cordões de persianas, roupas de cama ou brinquedos, exigindo atenção redobrada dos cuidadores.
A prevenção de acidentes na infância é um pilar fundamental da atenção primária à saúde e da prática do Médico de Família e Comunidade. Acidentes são a principal causa de morte e morbidade em crianças e adolescentes, e a compreensão dos riscos específicos para cada faixa etária é essencial para orientar pais e cuidadores. O ciclo vital da família e o desenvolvimento infantil estão intrinsecamente ligados à ocorrência e prevenção de acidentes. A faixa etária de 7 a 12 meses é um período de rápido desenvolvimento motor e cognitivo. O bebê adquire maior mobilidade, começando a engatinhar, sentar-se sem apoio e a puxar objetos para se levantar. Essa nova capacidade de exploração do ambiente, combinada com a falta de percepção de perigo, aumenta significativamente o risco de acidentes. O estrangulamento, por exemplo, torna-se um risco proeminente devido ao contato com cordões de persianas, fios elétricos, roupas de cama soltas ou brinquedos com partes longas. A prevenção de acidentes exige uma abordagem proativa e educativa. Para bebês de 7 a 12 meses, as orientações devem focar na eliminação de riscos de estrangulamento, na segurança do ambiente doméstico (proteção de tomadas, portões em escadas, grades em janelas) e na supervisão constante. Além disso, é importante educar sobre a prevenção de quedas, queimaduras e intoxicações, que também são comuns nessa fase. O prognóstico em termos de segurança infantil melhora drasticamente com a conscientização e a implementação de medidas preventivas eficazes.
Nessa faixa etária, os principais riscos incluem sufocamento (com travesseiros, cobertores soltos), quedas (de trocadores, camas), queimaduras (com líquidos quentes) e afogamento (em banheiras, baldes), devido à sua limitada mobilidade e dependência total do cuidador.
Bebês nessa idade começam a engatinhar, sentar e puxar objetos, aumentando a exposição a riscos como cordões de persianas, fios elétricos, brinquedos com partes longas ou roupas de cama soltas, que podem causar estrangulamento se não houver supervisão adequada.
Para prevenir estrangulamento, é fundamental remover cordões de persianas e cortinas ao alcance do bebê, evitar roupas com cordões no pescoço, garantir que brinquedos não tenham partes longas e soltas, e manter o berço livre de cobertores ou lençóis que possam se enrolar no pescoço da criança.
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