Dispepsia: Abordagem Diagnóstica e Sinais de Alarme

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

A prevalência de sintomas dispépticos na população brasileira adulta é de aproximadamente 40%. Sobre a abordagem de dispepsia, marque a alternativa correta. 

Alternativas

  1. A) A dispepsia funcional é um diagnóstico menos comum, mas deve ser suspeitado quando houver sinais de alarme.
  2. B) A Escherichia Coli está associada à patogênese da úlcera péptica e, portanto, em quadros de dispepsia deve ser realizado endoscopia digestiva alta com biópsia e pesquisa dessa bactéria.
  3. C) A prevalência de doença orgânica grave, com câncer gástrico, na dispepsia é muito baixa e, portanto, só é recomendado a realização de endoscopia digestiva alta em casos que apresentam sinais de alerta.
  4. D) Uma vez iniciado o tratamento medicamentoso para dispepsia funcional, o mesmo deve ser mantido por pelo menos 6 meses para reduzir o risco de recorrência.

Pérola Clínica

Dispepsia sem sinais de alarme → tratamento empírico; com sinais de alarme → EDA para excluir doença orgânica grave.

Resumo-Chave

A dispepsia é um sintoma comum. A abordagem inicial depende da presença de sinais de alarme (perda de peso, disfagia, anemia, sangramento, massa abdominal, vômitos persistentes, idade > 60 anos). Na ausência desses sinais, pode-se iniciar tratamento empírico; na presença, a endoscopia digestiva alta é fundamental para excluir doença orgânica grave, como câncer gástrico.

Contexto Educacional

A dispepsia é um sintoma gastrointestinal superior extremamente comum, caracterizado por dor ou desconforto na região epigástrica, plenitude pós-prandial precoce ou saciedade precoce. Sua prevalência é alta, e a abordagem inicial é crucial para diferenciar entre dispepsia funcional e doença orgânica. A presença de "sinais de alarme" é o fator determinante para a indicação de uma endoscopia digestiva alta. Esses sinais incluem perda de peso inexplicada, disfagia, odinofagia, anemia, sangramento gastrointestinal, massa abdominal palpável, vômitos persistentes e idade acima de 60 anos no início dos sintomas. A ausência desses sinais permite uma abordagem mais conservadora, como o tratamento empírico ou a estratégia "testar e tratar" para Helicobacter pylori. Para residentes, é fundamental dominar a estratificação de risco na dispepsia para evitar exames invasivos desnecessários e, ao mesmo tempo, não atrasar o diagnóstico de condições graves como o câncer gástrico. A dispepsia funcional é um diagnóstico de exclusão, e seu manejo envolve modificações no estilo de vida e medicamentos pró-cinéticos ou inibidores da bomba de prótons.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme na dispepsia que indicam a necessidade de endoscopia?

Os sinais de alarme incluem perda de peso inexplicada, disfagia, odinofagia, anemia, sangramento gastrointestinal, massa abdominal palpável, vômitos persistentes e idade acima de 60 anos no início dos sintomas.

Quando a dispepsia funcional é um diagnóstico de exclusão?

A dispepsia funcional é um diagnóstico de exclusão, feito após a investigação (incluindo endoscopia se houver sinais de alarme) não revelar nenhuma causa orgânica, sistêmica ou metabólica para os sintomas.

Qual o papel do Helicobacter pylori na dispepsia e sua investigação?

O Helicobacter pylori está associado à úlcera péptica e gastrite. Em pacientes com dispepsia, a pesquisa e erradicação do H. pylori podem ser parte da abordagem, especialmente em áreas de alta prevalência ou antes da endoscopia.

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