PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2017
“No município X, no ano de 2014, foram diagnosticados 30 casos novos de tuberculose. Além destes, 10 casos de tuberculose diagnosticados em 2013 ainda se encontravam em tratamento em 2014. Ao final de 2014, constatou-se que entre estes 40 casos de tuberculose ocorreram 2 óbitos. A população do município X em 2014 era de 100.000 habitantes”. Qual foi a prevalência de tuberculose no município X em 2014?
Prevalência = (Casos Novos + Casos Antigos) / População sob risco.
A prevalência representa o estoque de doentes em um determinado momento, somando os casos novos (incidência) aos casos pré-existentes que ainda não foram curados ou não foram a óbito.
A prevalência é um indicador de morbidade que descreve a situação de saúde de uma população em um dado momento. No caso da tuberculose, uma doença de tratamento prolongado, é comum que casos diagnosticados no ano anterior ainda estejam ativos no ano seguinte. Para o cálculo correto, somamos os 30 casos novos aos 10 casos antigos, totalizando 40 casos em uma população de 100.000 habitantes, o que resulta em 4 casos por 10.000 habitantes. É importante notar que a prevalência é diretamente proporcional à incidência e à duração média da doença. Se uma doença é muito letal ou cura muito rápido, sua prevalência tende a ser baixa, mesmo que a incidência seja alta. No cenário da saúde pública, entender esses coeficientes permite priorizar intervenções de controle e alocação de verbas para programas de tratamento.
A incidência mede o número de casos novos que surgem em uma população em risco durante um período específico, refletindo a velocidade de propagação da doença. Já a prevalência mede o número total de casos (novos e antigos) existentes em um ponto ou período de tempo, refletindo a carga total da doença na população.
O óbito, assim como a cura, retira o indivíduo do numerador do cálculo de prevalência. No entanto, se o óbito ocorre dentro do período analisado após o diagnóstico, ele foi contabilizado como caso prevalente naquele intervalo de tempo antes do evento morte.
A prevalência é fundamental para o planejamento de recursos, pois indica quantos indivíduos necessitam de assistência, medicamentos e acompanhamento contínuo, sendo especialmente útil em doenças crônicas como a tuberculose e o diabetes.
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