Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Note-se que o Brasil é um dos países com maior prevalência de demências no mundo (mais de 1000/100.000hab). Sendo correto o item:
Prevalência DA: 1% aos 65a → 20% aos 85a.
A prevalência da Doença de Alzheimer aumenta exponencialmente com a idade, sendo um dos principais desafios de saúde pública em populações envelhecidas. É crucial entender esses dados epidemiológicos para o planejamento de saúde e diagnóstico precoce.
A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, caracterizada por um declínio cognitivo progressivo que interfere nas atividades diárias. Sua prevalência é um indicador crucial da carga da doença em uma população, e no Brasil, com o envelhecimento populacional, a compreensão de sua epidemiologia torna-se ainda mais relevante para a saúde pública e a prática clínica. A fisiopatologia da DA envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau, levando à disfunção sináptica e morte neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como os do DSM-5 ou NIA-AA, e pode ser complementado por exames de imagem e biomarcadores. A suspeita deve surgir em idosos com queixas de memória e outras alterações cognitivas. O tratamento atual é sintomático, visando retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida. Inclui inibidores da colinesterase e memantina. O prognóstico é variável, mas a doença é progressiva e incurável. Pontos de atenção para residentes incluem a importância do diagnóstico diferencial com outras demências e condições reversíveis, além do manejo multidisciplinar e suporte aos cuidadores.
O principal fator de risco é a idade avançada, com a prevalência aumentando significativamente após os 65 anos. Outros fatores incluem histórico familiar, genética (ex: APOE ε4), doenças cardiovasculares e estilo de vida.
A prevalência é de aproximadamente 1% aos 65 anos, mas pode atingir 20% ou mais em indivíduos com 85 anos ou mais, demonstrando um aumento exponencial com o envelhecimento.
Conhecer a epidemiologia permite aos médicos suspeitar precocemente da doença em pacientes idosos, orientar o rastreamento, planejar intervenções de saúde pública e educar pacientes e familiares sobre a progressão da condição.
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