IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
No município de Uruana, foram cadastradas 200 gestantes em um período de 12 meses. Durante esse período, 40 gestantes apresentaram infecção urinária. Somente no último mês desse período foram registrados 10 casos novos. A taxa de prevalência de infecção urinária nesse período foi de:
Prevalência = Total de casos existentes / População total.
A prevalência mede a proporção de indivíduos com uma condição em um determinado período. Neste caso, 40 gestantes apresentaram IU em 12 meses de um total de 200 gestantes cadastradas.
A infecção urinária (IU) é uma das complicações mais comuns na gestação, afetando cerca de 10% das gestantes. Pode variar de bacteriúria assintomática a pielonefrite grave, com potencial de causar parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna. O monitoramento epidemiológico é crucial para a saúde materno-infantil, permitindo intervenções precoces. A prevalência é uma medida epidemiológica que indica a proporção de indivíduos em uma população que apresentam uma determinada condição de saúde em um ponto específico no tempo (prevalência pontual) ou durante um período (prevalência de período). Diferente da incidência, que mede apenas novos casos, a prevalência inclui todos os casos existentes, sejam eles novos ou antigos. No caso da questão, a prevalência de infecção urinária no período de 12 meses é calculada dividindo o total de gestantes que apresentaram IU (40) pelo total de gestantes cadastradas (200), resultando em 20%. Compreender essas medidas é fundamental para a gestão de saúde pública, para o planejamento de programas de rastreamento e para a prática clínica em obstetrícia, garantindo a saúde da gestante e do feto.
A taxa de prevalência é calculada dividindo o número total de casos existentes de uma doença em uma população pelo número total de indivíduos na população, multiplicado por 100 para expressar em porcentagem.
Monitorar a prevalência é crucial para avaliar a carga da doença na população gestacional, planejar ações de rastreamento e tratamento, e prevenir complicações materno-fetais associadas à infecção urinária, como parto prematuro.
Fatores de risco incluem alterações anatômicas e fisiológicas do trato urinário na gravidez (dilatação ureteral), multiparidade, diabetes mellitus, história prévia de IU e baixa condição socioeconômica.
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