UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Uma nova terapia com eficácia de 70% na redução da mortalidade foi introduzida para o tratamento de uma doença crônica, sem cura, com prevalência estimada de 10% na população. Assinale a alternativa correta em relação ao primeiro impacto esperado com a introdução da nova terapia.
Terapia que reduz mortalidade em doença crônica sem cura → ↑ Prevalência (mais pessoas vivem com a doença).
Uma terapia que reduz a mortalidade de uma doença crônica, sem curá-la, faz com que os indivíduos vivam mais tempo com a condição. Isso aumenta o número de casos existentes na população em um dado momento, elevando a prevalência, sem alterar a taxa de novos casos (incidência).
A epidemiologia é uma ferramenta essencial para entender a distribuição e os determinantes das doenças na população. Conceitos como prevalência e incidência são fundamentais para a saúde pública e para avaliar o impacto de intervenções de saúde. A prevalência é a proporção de indivíduos em uma população que têm uma doença em um momento específico, enquanto a incidência é a taxa de novos casos de uma doença em uma população de risco durante um período de tempo. Quando uma nova terapia é introduzida para uma doença crônica que não tem cura, mas que reduz significativamente a mortalidade, o impacto esperado na prevalência é um aumento. Isso ocorre porque os pacientes com a doença vivem por mais tempo, acumulando-se na população. A "piscina" de pessoas vivendo com a doença se torna maior, mesmo que a taxa de novos casos (incidência) não seja alterada pela terapia. A incidência seria afetada por medidas de prevenção primária, que impedem o surgimento da doença. Para residentes, é crucial compreender essa dinâmica para interpretar dados de saúde pública e avaliar a eficácia de programas de saúde. A redução da mortalidade é um sucesso terapêutico, mas seu efeito na prevalência de doenças crônicas deve ser compreendido para o planejamento de recursos e serviços de saúde.
Prevalência mede o número total de casos existentes de uma doença em uma população em um período específico, enquanto incidência mede o número de novos casos que surgem em um período.
Se uma terapia eficaz reduz a mortalidade de uma doença crônica sem curá-la, os indivíduos afetados vivem mais tempo com a doença, aumentando o número total de casos existentes na população e, consequentemente, a prevalência.
Uma terapia que trata a doença existente geralmente não afeta a incidência, que se refere à taxa de novos casos. A incidência seria afetada por medidas de prevenção primária que evitam o surgimento da doença.
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