HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Você está avaliando Sebastião, 67 anos, proprietário de uma cadeia de restaurantes de sushi com muito sucesso. Ele reclama de falta de ar com esforço, edema nos membros inferiores e despertar à noite sentindo falta de ar. Você deseja avaliar o status do volume e sabe que a avaliação do pulso venoso jugular (JVP) é a medida de exame físico mais importante para ajudá-lo nesse componente de sua avaliação. Qual das seguintes afirmações sobre a medição da JVP é verdadeira?
Pulsações venosas jugulares visíveis acima da clavícula na posição sentada → PVC elevada → Sobrecarga de volume.
A avaliação da pressão venosa jugular (JVP) é crucial para estimar o status do volume e a pressão venosa central (PVC). Em um indivíduo normal, as pulsações da veia jugular interna não devem ser visíveis acima da clavícula quando o paciente está sentado. A visibilidade dessas pulsações nessa posição indica uma PVC elevada, sugerindo sobrecarga de volume ou insuficiência cardíaca.
A avaliação da pressão venosa jugular (JVP) é uma ferramenta clínica fundamental para estimar a pressão venosa central (PVC) e o status do volume intravascular de um paciente. É particularmente importante em pacientes com suspeita de insuficiência cardíaca, sobrecarga de volume ou hipovolemia. A JVP reflete a pressão no átrio direito e, indiretamente, a função do ventrículo direito. A técnica correta de avaliação da JVP envolve posicionar o paciente em decúbito dorsal com a cabeceira elevada a 30-45 graus. A veia jugular interna é a preferida devido à sua conexão mais direta com o átrio direito. A altura da coluna de pulsação venosa é medida verticalmente a partir do ângulo de Louis (proeminência esternal). Em indivíduos normais, a JVP não deve exceder 3-4 cm acima do ângulo de Louis, e as pulsações não devem ser visíveis acima da clavícula na posição sentada. Uma JVP elevada indica aumento da PVC, que pode ser um sinal de insuficiência cardíaca direita, sobrecarga de volume, estenose tricúspide ou pericardite constritiva. Por outro lado, uma JVP muito baixa pode sugerir hipovolemia. A interpretação precisa da JVP é uma habilidade essencial para residentes, auxiliando no diagnóstico, monitoramento e manejo de diversas condições cardiovasculares.
O pulso venoso jugular é bifásico, não palpável, colapsível com pressão leve acima da clavícula, e varia com a respiração (diminui na inspiração normal). O pulso carotídeo é monofásico, palpável, não colapsível e não varia com a respiração.
O paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeceira elevada a 30-45 graus. A veia jugular interna é preferida, e a altura da coluna de pulsação é medida verticalmente a partir do ângulo de Louis.
Uma JVP elevada sugere aumento da pressão venosa central, que pode ser causada por insuficiência cardíaca direita ou biventricular, sobrecarga de volume, estenose tricúspide, pericardite constritiva ou tamponamento cardíaco.
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