UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Um dos parâmetros que auxilia a monitoração do estado de choque é a aferição da pressão venosa central, que deve ser aferida com o:
PVC é aferida com cateter venoso central posicionado na veia cava superior, próximo ao átrio direito, refletindo a pré-carga.
A Pressão Venosa Central (PVC) é um parâmetro hemodinâmico que reflete a pressão no átrio direito e na veia cava superior, indicando a pré-carga do ventrículo direito. É aferida através de um cateter venoso central posicionado na veia cava superior, sendo útil na monitorização de pacientes em choque e na orientação da ressuscitação volêmica.
A monitorização hemodinâmica é um componente crítico no manejo de pacientes em estado de choque, permitindo a avaliação da perfusão tecidual e a orientação terapêutica. A Pressão Venosa Central (PVC) é um dos parâmetros mais antigos e ainda utilizados para estimar a pré-carga do ventrículo direito e, indiretamente, o estado volêmico do paciente. Embora sua utilidade isolada seja debatida, a PVC, quando interpretada no contexto clínico e em conjunto com outros parâmetros, oferece informações valiosas. A PVC é a pressão medida na veia cava superior, próximo ao átrio direito, e reflete a pressão de enchimento do ventrículo direito. Para sua aferição precisa, um cateter venoso central é inserido em uma veia de grande calibre (jugular interna, subclávia ou femoral) e avançado até que sua ponta esteja na veia cava superior, idealmente na junção cavo-atrial. A posição correta do cateter é fundamental para evitar leituras errôneas e complicações. No contexto do choque, a PVC pode auxiliar na diferenciação de tipos de choque e na avaliação da resposta à ressuscitação volêmica. Em choques hipovolêmicos, a PVC tende a ser baixa, indicando a necessidade de fluidos. Em choques cardiogênicos, pode estar elevada. É importante lembrar que a PVC é apenas um indicador da pré-carga e não da responsividade a fluidos, sendo a avaliação dinâmica (ex: variação da PVC com a respiração, teste de elevação passiva das pernas) mais útil para guiar a terapia volêmica. A interpretação da PVC deve sempre considerar a condição clínica geral do paciente e outros parâmetros hemodinâmicos.
O cateter deve ser posicionado na veia cava superior, preferencialmente com a ponta localizada na junção da veia cava superior com o átrio direito, para refletir com precisão a pressão de enchimento do ventrículo direito.
A PVC auxilia na avaliação da volemia e da resposta à reposição volêmica em pacientes em choque. Valores baixos podem indicar hipovolemia, enquanto valores muito altos podem sugerir sobrecarga hídrica ou disfunção cardíaca direita.
Os valores normais de PVC variam, mas geralmente estão entre 2-6 mmHg. Valores abaixo podem indicar hipovolemia, e valores acima podem indicar hipervolemia, insuficiência cardíaca direita ou tamponamento cardíaco. A tendência dos valores é mais importante que um valor isolado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo