CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Qual das situações abaixo, pode elevar a pressão intraocular em um exame sob narcose?
Laringoespasmo/Tosse/Valsalva → ↑ Pressão Venosa → ↑ Pressão Intraocular (PIO).
Eventos que aumentam a pressão venosa central, como o laringoespasmo, elevam agudamente a pressão intraocular por ingurgitamento coroideo.
O controle da pressão intraocular (PIO) é crítico em cirurgias oftalmológicas, especialmente em olhos com feridas abertas. A PIO é influenciada pelo volume do humor aquoso, volume vítreo e volume sanguíneo coroideo. Durante a anestesia, a manutenção da estabilidade hemodinâmica e a prevenção de reflexos de via aérea são essenciais. O laringoespasmo representa uma intercorrência grave que, além do risco hipóxico, pode causar expulsão de conteúdo intraocular em cirurgias de globo aberto devido ao pico pressórico venoso transmitido ao olho.
O laringoespasmo provoca uma obstrução aguda das vias aéreas, levando a um esforço expiratório contra a glote fechada (similar à manobra de Valsalva). Isso resulta em um aumento súbito da pressão intratorácica e venosa central, dificultando o retorno venoso ocular e causando ingurgitamento dos vasos da coroide, o que eleva rapidamente a PIO.
A maioria dos agentes anestésicos inalatórios, incluindo o halotano, sevoflurano e isoflurano, tende a reduzir a pressão intraocular. Eles promovem relaxamento da musculatura extraocular e facilitam o escoamento do humor aquoso, além de reduzir a pressão arterial sistêmica, o que contribui para a queda da PIO.
Além do laringoespasmo e tosse, a intubação traqueal (estímulo simpático), a hipóxia, a hipercapnia (vasodilatação coroidea) e o uso de succinilcolina (contração dos músculos extraoculares) são fatores conhecidos por elevar a pressão intraocular durante a anestesia.
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