CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre a pressão intraocular é correto afirmar:
PIO ↑ em decúbito dorsal (pressão venosa episcleral) e é tipicamente ↓ em crianças.
A pressão intraocular (PIO) é influenciada pela idade, posição do corpo e hábitos. Em crianças, os valores são fisiologicamente menores, aumentando gradualmente até a idade adulta.
A pressão intraocular (PIO) é o principal fator de risco modificável no glaucoma. Sua regulação depende do equilíbrio entre a produção de humor aquoso pelos processos ciliares e sua drenagem pelas vias trabecular e uveoescleral. A tonometria de aplanação de Goldmann continua sendo o padrão-ouro para medição, mas deve-se considerar a espessura central da córnea (paquimetria) para interpretação correta dos valores. Fatores sistêmicos como exercício físico aeróbico tendem a reduzir a PIO, enquanto manobras de Valsalva e o uso de corticoides (locais ou sistêmicos) podem elevá-la significativamente. O conhecimento dessas variáveis é crucial para o diagnóstico diferencial entre hipertensão ocular fisiológica e patológica.
A mudança da posição sentada para a posição supina (deitado) causa um aumento imediato na pressão intraocular. Isso ocorre principalmente devido ao aumento da pressão venosa episcleral, que dificulta o escoamento do humor aquoso pelo canal de Schlemm. Em pacientes com glaucoma, essa variação pode ser ainda mais acentuada, contribuindo para a progressão da doença durante o sono.
A pressão intraocular em recém-nascidos e crianças pequenas é significativamente menor do que em adultos. Enquanto a média no adulto gira em torno de 15-16 mmHg, em lactentes os valores podem ser tão baixos quanto 10-12 mmHg. A PIO aumenta progressivamente com o crescimento do bulbo ocular e o desenvolvimento das estruturas de drenagem, estabilizando-se nos níveis adultos na adolescência.
Sim, mas de formas distintas. O consumo de álcool geralmente causa uma queda transitória da PIO devido à redução da produção de humor aquoso e efeitos osmóticos. Já a cafeína pode causar um aumento leve e temporário da PIO, embora o impacto clínico em indivíduos saudáveis seja mínimo. Em pacientes glaucomatosos, recomenda-se moderação no consumo de cafeína para evitar picos pressóricos.
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