HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2017
Dentre as opções abaixo, assinale a única medida que não pode ser utilizada como estratégia para redução de pressão intracraniana em contexto de neurotrauma:
Hipercapnia ↑ PIC por vasodilatação cerebral; Hipocapnia ↓ PIC por vasoconstrição.
A hipercapnia (aumento do CO2 arterial) causa vasodilatação cerebral, aumentando o volume sanguíneo cerebral e, consequentemente, a pressão intracraniana (PIC). Portanto, a hipercapnia permissiva é contraindicada para redução da PIC em neurotrauma, ao contrário da hiperventilação (hipocapnia controlada).
A hipertensão intracraniana (HIC) é uma complicação grave e comum no neurotrauma, associada a pior prognóstico. O manejo da pressão intracraniana (PIC) é um pilar fundamental no tratamento de pacientes com lesão cerebral traumática, visando otimizar a perfusão cerebral e prevenir lesões secundárias. A compreensão das estratégias para reduzir a PIC é essencial para residentes e profissionais de emergência. A fisiopatologia da HIC envolve o aumento de um ou mais dos componentes intracranianos (parênquima cerebral, LCR, sangue) dentro de um crânio inexpansível (doutrina de Monro-Kellie). O neurotrauma pode causar edema cerebral, hematomas e hidrocefalia, elevando a PIC. O diagnóstico é feito por monitorização da PIC, mas sinais clínicos como alteração do nível de consciência, anisocoria e bradicardia-hipertensão (reflexo de Cushing) são indicativos. As estratégias para redução da PIC incluem: elevação da cabeceira a 30 graus, sedação e analgesia adequadas, uso de agentes osmóticos (manitol, solução salina hipertônica), drenagem de LCR, hiperventilação controlada (para induzir hipocapnia e vasoconstrição cerebral, mas com cautela), e em casos refratários, hipotermia terapêutica e craniectomia descompressiva. A hipercapnia, ao contrário, causa vasodilatação cerebral e aumento da PIC, sendo contraindicada.
As principais medidas incluem elevação da cabeceira a 30 graus, sedação e analgesia adequadas, uso de agentes osmóticos (manitol, solução salina hipertônica), drenagem de LCR e, em casos refratários, craniectomia descompressiva.
A hipercapnia causa vasodilatação dos vasos cerebrais, aumentando o volume sanguíneo cerebral e, consequentemente, a pressão intracraniana (PIC), sendo, portanto, contraindicada para seu manejo.
A solução salina hipertônica cria um gradiente osmótico que retira água do parênquima cerebral para o espaço intravascular, diminuindo o edema cerebral e, consequentemente, a pressão intracraniana.
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