CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
A presença de hematúria no exame de rotina é um importante achado ao EAS. São exames importantes para esclarecimento diagnóstico:
Hematúria → US rins e vias urinárias + Dismorfismo eritrocitário (para diferenciar origem glomerular/não glomerular).
A presença de hematúria no EAS exige investigação para determinar sua origem e causa. O ultrassom de rins e vias urinárias é fundamental para avaliar a anatomia e identificar causas urológicas (cálculos, tumores, cistos). A pesquisa do dismorfismo eritrocitário na urina é crucial para diferenciar a hematúria de origem glomerular (eritrócitos dismórficos) da não glomerular (eritrócitos isomórficos), direcionando a investigação para nefrologia ou urologia.
A hematúria, definida pela presença de sangue na urina, é um achado comum no exame de rotina (EAS) e pode ser microscópica ou macroscópica. Sua investigação é crucial, pois pode indicar desde condições benignas até doenças graves, como câncer urológico ou glomerulonefrites. A abordagem diagnóstica visa identificar a origem do sangramento (glomerular ou não glomerular) e sua causa específica. Os exames iniciais e mais importantes incluem o EAS completo, que quantifica a hematúria e pode revelar cilindros hemáticos (sugestivos de doença glomerular), e a pesquisa do dismorfismo eritrocitário. A presença de eritrócitos dismórficos, especialmente acantócitos, aponta para uma origem glomerular, direcionando a investigação para doenças renais parenquimatosas. Já a ausência de dismorfismo sugere origem nas vias urinárias. Complementarmente, a ultrassonografia de rins e vias urinárias é um exame de imagem não invasivo e de baixo custo que permite avaliar a anatomia do trato urinário, identificando cálculos, tumores, cistos, hidronefrose e outras anomalias estruturais. Dependendo dos achados, outros exames como tomografia computadorizada, cistoscopia ou biópsia renal podem ser necessários. A combinação da avaliação do dismorfismo eritrocitário com a ultrassonografia é fundamental para guiar a investigação e o manejo da hematúria.
O dismorfismo eritrocitário é fundamental para determinar a origem da hematúria. Eritrócitos dismórficos (com formas variadas, como acantócitos) sugerem origem glomerular (doença renal parenquimatosa), enquanto eritrócitos isomórficos (de forma regular) indicam origem não glomerular (vias urinárias, como cálculos ou tumores).
As causas de hematúria não glomerular incluem urolitíase (cálculos renais ou ureterais), infecções do trato urinário (ITU), tumores do trato urinário (rim, ureter, bexiga), hiperplasia prostática benigna, trauma e coagulopatias.
A ultrassonografia é um exame de imagem de primeira linha indicado em todos os casos de hematúria para avaliar a anatomia renal e das vias urinárias, detectando cálculos, hidronefrose, massas renais ou vesicais, cistos e outras anormalidades estruturais que possam ser a causa da hematúria.
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