CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 62 anos, fumante, vem ao consultório queixando abaulamento inguinoescrotal à direita, as esforço físicos, mas que regride durante o repouso e decúbito. O paciente queixa que sente dores nesta região quando carrega peso e sobe escadas no trabalho, atrapalhando as atividades do seu dia a dia. Nega hipertensão e diabetes. Ao exame físico apresenta herniação inguino-escrotal de conteúdo abdominal, de moderado volume à manobra de Vasalva, redutível à palpação. Sobre o caso, assinale a alternativa CORRETA:
Hérnia inguinal: investigar comorbidades (tosse, constipação, nictúria) e cessar tabagismo pré-op para evitar recidiva.
O manejo pré-operatório de hérnias inguinais não se limita à avaliação da hérnia em si, mas também à otimização de condições clínicas que aumentam a pressão intra-abdominal, como tabagismo (tosse crônica), constipação e sintomas urinários obstrutivos, para reduzir o risco de recidiva.
A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens idosos, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal. Sua importância clínica reside não apenas na dor e desconforto que causa, mas também no risco de complicações graves como encarceramento e estrangulamento. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico, com o paciente frequentemente relatando um abaulamento que aparece ou aumenta com o esforço e regride no repouso. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento da parede abdominal, que pode ser congênito ou adquirido, agravado por fatores que aumentam a pressão intra-abdominal. O tratamento definitivo é cirúrgico, mas a preparação pré-operatória é crucial para o sucesso e para minimizar o risco de recidiva. É fundamental investigar e otimizar condições como tosse crônica (associada ao tabagismo), constipação e sintomas urinários obstrutivos, que podem elevar a pressão intra-abdominal e comprometer a reparação cirúrgica. O prognóstico pós-cirúrgico é geralmente bom, mas a recidiva é uma preocupação. A orientação para cessar o tabagismo, idealmente com antecedência de pelo menos 2 meses, é uma medida preventiva essencial, pois melhora a cicatrização tecidual e reduz a tosse. O manejo multidisciplinar, incluindo a abordagem de comorbidades, é um ponto de atenção para garantir os melhores resultados a longo prazo e a qualidade de vida do paciente.
Comorbidades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse crônica (tabagismo), constipação e sintomas de obstrução urinária (nictúria, diminuição do jato), devem ser investigadas e tratadas.
O tabagismo causa tosse crônica, que eleva a pressão intra-abdominal, aumentando o risco de recidiva da hérnia. A cessação idealmente 2 meses antes melhora a cicatrização e reduz complicações.
Fatores como idade avançada, tabagismo, obesidade, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, constipação crônica e prostatismo aumentam o risco de recidiva.
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