FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
A medida inicial no preparo pré-operatório no tratamento do feocromocitoma consiste no uso de medicação com efeito:
Feocromocitoma pré-operatório: SEMPRE iniciar bloqueio alfa-adrenérgico ANTES do beta para evitar crise hipertensiva.
O bloqueio alfa-adrenérgico é a medida inicial no preparo pré-operatório do feocromocitoma para controlar a hipertensão e prevenir crises adrenérgicas induzidas pela manipulação tumoral. O uso de bloqueadores beta-adrenérgicos isoladamente pode levar a uma crise hipertensiva grave devido à vasoconstrição não oposta.
O feocromocitoma é um tumor raro das células cromafins da medula adrenal que produz catecolaminas em excesso, resultando em hipertensão paroxística ou sustentada, palpitações, cefaleia e sudorese. Seu diagnóstico e manejo são cruciais para evitar complicações graves, especialmente no período perioperatório, e é um tema frequente em provas de residência médica devido à complexidade de seu preparo. O preparo pré-operatório visa estabilizar o paciente e minimizar os riscos cirúrgicos. A pedra angular é o controle da hipertensão e da taquicardia induzidas pelas catecolaminas. Isso é feito primariamente com o bloqueio alfa-adrenérgico, que deve ser iniciado semanas antes da cirurgia para permitir a normalização da pressão arterial e a expansão do volume intravascular, frequentemente depletado cronicamente. Após um bloqueio alfa adequado, se houver taquicardia persistente, pode-se adicionar um bloqueador beta-adrenérgico. O prognóstico é geralmente bom com a remoção cirúrgica completa do tumor. No entanto, o manejo inadequado do pré-operatório pode levar a crises hipertensivas e arritmias fatais. É fundamental que residentes compreendam a sequência correta do bloqueio adrenérgico e os riscos associados ao seu não cumprimento para garantir a segurança do paciente e o sucesso do procedimento.
O bloqueio alfa-adrenérgico é crucial para controlar a hipertensão e a taquicardia causadas pelo excesso de catecolaminas, prevenindo crises hipertensivas graves durante a cirurgia. Ele dilata os vasos sanguíneos, reduzindo a pressão arterial e o risco de complicações.
Iniciar o bloqueio beta antes do alfa pode agravar a hipertensão. Ao bloquear os receptores beta, a vasodilatação mediada por eles é impedida, deixando os receptores alfa desimpedidos para causar vasoconstrição intensa e aumento da pressão arterial.
Os medicamentos mais utilizados são a fenoxibenzamina (um alfa-bloqueador não seletivo de longa duração) e a doxazosina ou prazosina (alfa-bloqueadores seletivos de curta duração). A escolha depende da preferência do cirurgião e da resposta do paciente.
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