Preparo Pré-operatório: Avaliação de Risco e Condutas Essenciais

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023

Enunciado

Em relação ao preparo pré-operatório do paciente cirúrgico, é correto afirmar, exceto:

Alternativas

  1. A) O fator preditivo mais importante de morbimortalidade pós-operatória é o nível sérico préoperatório de albumina.
  2. B) O tempo ideal de um procedimento cirúrgico, após um infarto agudo do miocárdio (IAM), é de quatro a seis semanas após a ocorrência do IAM.
  3. C) Os agentes betabloqueadores devem ser continuados em pacientes que já estão em uso no préoperatório, mas devem ser ajustados à frequência cardíaca e pressão arterial em cirurgias vasculares.
  4. D) Adultos com um volume expiratório forçado no 1° segundo (VEF1) < 0,8 L/s ou 30% do previsto têm um alto risco de complicações pulmonares e de insuficiência respiratória pósoperatória.
  5. E) Nível pré-operatório de creatinina = 2,0 mg/dL é um fator de risco independente para complicações cardíacas.

Pérola Clínica

Albumina sérica pré-operatória é importante, mas não o fator preditivo isolado mais importante de morbimortalidade pós-operatória.

Resumo-Chave

A avaliação pré-operatória é multifatorial, considerando diversos sistemas e comorbidades. A albumina é um marcador nutricional e inflamatório, mas outros fatores como o estado cardiovascular e pulmonar têm peso significativo na predição de desfechos.

Contexto Educacional

O preparo pré-operatório é uma etapa crucial para minimizar riscos e otimizar desfechos em pacientes cirúrgicos. Envolve uma avaliação sistêmica abrangente para identificar comorbidades e fatores de risco que possam impactar a morbimortalidade. A estratificação de risco cardiovascular, pulmonar e renal é fundamental, assim como a otimização de condições clínicas pré-existentes. A avaliação de risco deve considerar o tipo de cirurgia, a condição clínica do paciente e exames complementares. Marcadores como a albumina sérica refletem o estado nutricional e inflamatório, sendo um preditor importante, mas não o único ou o mais importante isoladamente. A função cardíaca, pulmonar e renal, avaliadas por histórico, exame físico e exames específicos (ex: VEF1, creatinina), fornecem informações cruciais para o planejamento cirúrgico e a prevenção de complicações. A conduta pré-operatória inclui a otimização de medicamentos, como a continuação de betabloqueadores em pacientes crônicos, e o manejo de condições como o tempo de espera após um IAM. O objetivo é garantir que o paciente esteja na melhor condição possível para tolerar o estresse cirúrgico, reduzindo a incidência de complicações pós-operatórias e melhorando o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para morbimortalidade pós-operatória?

Os principais fatores incluem idade avançada, comorbidades cardíacas (IAM prévio, insuficiência cardíaca), pulmonares (DPOC, VEF1 baixo), renais (creatinina elevada), hepáticas, estado nutricional e tipo de cirurgia.

Qual o tempo ideal para cirurgia após um infarto agudo do miocárdio?

O tempo ideal para cirurgia eletiva após um IAM é de 4 a 6 semanas, para permitir a estabilização miocárdica e reduzir o risco de reinfarto perioperatório.

Como os betabloqueadores devem ser manejados no pré-operatório?

Betabloqueadores devem ser continuados em pacientes que já os utilizam. Em cirurgias vasculares, seu uso pode ser otimizado, ajustando a dose para manter frequência cardíaca e pressão arterial adequadas, mas não devem ser iniciados rotineiramente em pacientes virgens de tratamento.

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