UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Com relação ao preparo pré-operatório, assinale a alternativa CORRETA:
Betabloqueadores previnem eventos isquêmicos em pacientes com risco cardíaco intermediário/alto no pré-operatório.
O preparo pré-operatório visa otimizar o paciente e reduzir riscos. A suspensão de medicamentos, profilaxia de TVP e manejo de comorbidades devem seguir diretrizes específicas. Betabloqueadores são indicados para pacientes com risco cardíaco intermediário ou alto para reduzir eventos isquêmicos.
O preparo pré-operatório é uma etapa crucial para garantir a segurança do paciente e otimizar os resultados cirúrgicos. Envolve uma avaliação abrangente do estado de saúde do paciente, identificação e manejo de comorbidades, e a implementação de medidas preventivas para complicações. A avaliação de risco cardíaco e pulmonar é fundamental para guiar as intervenções. Aspectos importantes incluem a suspensão ou ajuste de medicamentos (ex: antiagregantes, anticoagulantes), a profilaxia de trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP), e a otimização de condições clínicas como diabetes e hipertensão. A cessação do tabagismo, idealmente 4 a 8 semanas antes, reduz significativamente os riscos pulmonares. O uso de betabloqueadores é indicado para pacientes com risco cardíaco intermediário a alto para prevenir eventos isquêmicos perioperatórios, sempre com monitoramento cuidadoso. Além disso, a profilaxia de infecção do sítio cirúrgico, que inclui a antibioticoprofilaxia e a não realização de tricotomia de rotina, é essencial. A deambulação precoce é uma medida importante na profilaxia de TVP, mas em pacientes de alto risco (como IMC elevado e uso de anticoncepcional oral), deve ser complementada com profilaxia farmacológica e/ou mecânica. Um preparo adequado minimiza complicações e contribui para uma recuperação mais rápida e segura.
Betabloqueadores devem ser mantidos em pacientes que já os utilizam cronicamente. Em pacientes com risco cardíaco intermediário ou alto, podem ser iniciados no pré-operatório para reduzir eventos isquêmicos, mas com cautela para evitar hipotensão e bradicardia excessivas.
O Clopidogrel, um antiagregante plaquetário, deve ser suspenso idealmente 5 a 7 dias antes da cirurgia para minimizar o risco de sangramento excessivo. A decisão deve sempre ponderar o risco de sangramento contra o risco trombótico do paciente.
A tricotomia de rotina não é recomendada, pois pode aumentar o risco de infecção do sítio cirúrgico. Se a remoção de pelos for estritamente necessária para o campo cirúrgico, deve ser feita com máquina elétrica (não lâmina) e o mais próximo possível do horário da cirurgia.
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