HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Homem, 43 anos, hipertenso, com feocromocitoma suprarrenal devido a neoplasia endócrina múltipla 2. Nesse caso, o tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica do tumor.Quanto ao uso dos betabloqueadores, é CORRETO afirmar:
Feocromocitoma: Betabloqueadores SÓ após alfabloqueio adequado (controle FC).
No preparo cirúrgico do feocromocitoma, o alfabloqueio é a primeira e mais importante etapa para controlar a pressão arterial. Os betabloqueadores são adicionados APENAS após o alfabloqueio adequado, para controlar a taquicardia e arritmias, evitando o risco de crise hipertensiva por vasoconstrição periférica não oposta.
O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se origina das células cromafins da medula adrenal e produz catecolaminas em excesso. Sua apresentação clínica é dominada por hipertensão arterial paroxística ou sustentada, acompanhada de palpitações, cefaleia e sudorese. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais devido ao risco de crises hipertensivas graves e complicações cardiovasculares. O tratamento definitivo do feocromocitoma é a ressecção cirúrgica. No entanto, o preparo pré-operatório é de extrema importância para minimizar os riscos. A primeira etapa e mais crítica é o alfabloqueio, que deve ser iniciado 7 a 14 dias antes da cirurgia para controlar a pressão arterial e expandir o volume intravascular. Medicamentos como fenoxibenzamina (não seletivo) ou doxazosina (seletivo) são comumente usados. Após o alfabloqueio adequado e o controle da pressão arterial, os betabloqueadores podem ser adicionados para controlar a taquicardia e arritmias cardíacas induzidas pelo excesso de catecolaminas. É imperativo que os betabloqueadores NUNCA sejam iniciados antes do alfabloqueio, pois isso pode levar a uma crise hipertensiva grave devido à vasoconstrição periférica não oposta. O manejo intraoperatório requer monitorização rigorosa e controle da pressão arterial.
O alfabloqueio deve ser iniciado primeiro (geralmente com fenoxibenzamina ou doxazosina) para controlar a pressão arterial. Somente após o controle pressórico adequado, os betabloqueadores podem ser adicionados para controlar a taquicardia.
O uso isolado de betabloqueadores pode bloquear os receptores beta-2 vasodilatadores, deixando a vasoconstrição mediada pelos receptores alfa-1 sem oposição, o que pode precipitar ou agravar uma crise hipertensiva.
O principal objetivo é controlar a hipertensão arterial e prevenir crises hipertensivas intra e pós-operatórias, além de expandir o volume intravascular para mitigar a hipotensão pós-ressecção tumoral.
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