Prenhez Tubária Rota: Diagnóstico e Manejo no PS

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Amanda 19 anos procura PS, referindo dor abdominal súbita há cerca de três horas, em fossa ilíaca direita, com irradiação para todo abdome, contínua, nega febre e vômitos. Ao exame se apresenta pálida, sudoreica, PA 90/50 mmHg, FC 117 bpm, abdome flácido, doloroso à palpação em fossa ilíaca direita, descompressão brusca negativa. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Úlcera páptica perfurada.
  2. B) Pancreatite aguda.
  3. C) Prenhez tubária rota.
  4. D) Apendicite aguda.
  5. E) Nefrolitíase.

Pérola Clínica

Mulher jovem, dor abdominal súbita + sinais de choque + abdome doloroso → suspeitar prenhez tubária rota.

Resumo-Chave

A paciente jovem, com dor abdominal súbita e sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 90/50, FC 117, pálida, sudoreica), mesmo negando febre e vômitos, levanta forte suspeita de sangramento intra-abdominal. Em mulheres em idade fértil, a prenhez tubária rota é uma causa comum e grave de abdome agudo hemorrágico.

Contexto Educacional

A dor abdominal aguda em mulheres em idade fértil é um desafio diagnóstico no pronto-socorro, exigindo uma abordagem sistemática para identificar condições que ameaçam a vida. A prenhez tubária rota, ou gravidez ectópica rota, é uma emergência ginecológica grave que pode levar rapidamente ao choque hipovolêmico e à morte se não for prontamente diagnosticada e tratada. É crucial manter um alto índice de suspeição em pacientes com dor abdominal súbita e instabilidade hemodinâmica. A fisiopatologia envolve a implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade uterina, mais comumente na tuba uterina. Com o crescimento do embrião, a tuba se rompe, causando hemorragia intra-abdominal significativa. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal unilateral, sangramento vaginal e amenorreia, mas a apresentação pode ser atípica. Sinais de choque, como palidez, taquicardia e hipotensão, são indicativos de hemorragia interna. O diagnóstico é clínico, laboratorial (beta-hCG positivo) e ultrassonográfico. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica do paciente, seguida de intervenção cirúrgica de emergência (laparoscopia ou laparotomia) para controlar o sangramento e remover a gravidez ectópica. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente essa condição, iniciar as medidas de suporte e encaminhar para o tratamento definitivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de uma prenhez tubária rota?

Os principais sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, geralmente unilateral, sangramento vaginal irregular, e sinais de choque hipovolêmico como palidez, taquicardia, hipotensão e sudorese.

Qual a conduta inicial para uma paciente com suspeita de prenhez tubária rota e instabilidade hemodinâmica?

A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com acesso venoso calibroso, fluidos intravenosos, tipagem sanguínea e reserva de concentrado de hemácias, além de avaliação cirúrgica emergencial.

Como diferenciar prenhez tubária rota de apendicite aguda?

A prenhez tubária rota geralmente cursa com sinais de choque e história de amenorreia ou sangramento vaginal, enquanto a apendicite aguda tipicamente apresenta febre, vômitos e dor que migra para FID, sem instabilidade hemodinâmica inicial. O teste de gravidez é fundamental.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo