PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Mulher, 22 anos, é atendida no Pronto-Socorro com quadro de dor abdominal intensa há algumas horas, associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico apresenta pressão arterial bastante reduzida (60/30 mm Hg), mucosas descoradas, abdome em tábua, descompressão brusca positiva. O especular permite observar eliminação de escasso sangramento escuro pelo canal cervical. Ao toque, tem o colo impérveo e intensa dor na palpação de anexo uterino esquerdo. Relata que tinha atraso menstrual, seguido de teste de gestação positivo, que ficou negativo em novo exame, após alguns dias; também relatou pequeno sangramento vaginal intermitente desde há alguns dias. Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta possível hipótese diagnóstica:
Prenhez ectópica rota → choque hipovolêmico, dor abdominal intensa, DB+, sangramento vaginal escuro.
A prenhez ectópica rota é uma emergência ginecológica que cursa com hemorragia interna e choque hipovolêmico. Os sinais de irritação peritoneal (abdome em tábua, DB+) e instabilidade hemodinâmica são cruciais para o diagnóstico.
A prenhez ectópica rota é uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre da gestação, sendo uma emergência ginecológica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. Sua incidência varia, mas é crucial para a prática clínica e para questões de residência médica devido à sua gravidade. A fisiopatologia envolve a implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A ruptura do local de implantação leva a hemorragia interna maciça, resultando em choque hipovolêmico. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade clássica de dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal, associado a sinais de instabilidade hemodinâmica e irritação peritoneal. O tratamento é cirúrgico e urgente, visando controlar a hemorragia e remover o tecido ectópico. A estabilização hemodinâmica pré-operatória é fundamental. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo um tema recorrente em provas pela sua relevância na emergência.
Os sinais de alerta incluem dor abdominal intensa e súbita, hipotensão, taquicardia, palidez, sudorese, sinais de irritação peritoneal (abdome em tábua, descompressão brusca positiva) e sangramento vaginal escuro.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, monitorização rigorosa e encaminhamento imediato para cirurgia (laparoscopia ou laparotomia) para controle da hemorragia.
A prenhez ectópica rota geralmente apresenta instabilidade hemodinâmica e sinais de irritação peritoneal mais proeminentes, além de dor anexial unilateral. O abortamento, embora possa causar sangramento e dor, raramente leva a choque hipovolêmico tão rapidamente.
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