UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Uma mulher, de 29 anos, sexualmente ativa e sem uso de contraceptivos, procura o pronto-socorro relatando dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, acompanhada de tontura e episódios de sudorese fria. Ela relata um atraso menstrual de cerca de 6 semanas, sem náuseas ou alteração de apetite. No exame físico, a paciente apresenta frequência cardíaca de 110 bpm, pressão arterial de 90 x 60 mmHg e mucosas hipocoradas. À palpação abdominal, observa-se dor intensa no quadrante inferior direito, com sinais de descompressão dolorosa. O toque vaginal revela dor significativa à mobilização do colo uterino e presença de uma massa dolorosa no anexo direito. Exames laboratoriais mostram hemoglobina de 9 g/dL e hematócrito de 27%.A ultrassonografia transvaginal evidencia líquido livre em fundo de saco posterior e uma massa heterogênea de 3 cm na região anexial direita.Considerando o quadro clínico e os achados de imagem, qual é a principal hipótese diagnóstica?
Mulher jovem, atraso menstrual + dor abdominal aguda + instabilidade hemodinâmica + massa anexial + líquido livre → Prenhez ectópica rota.
A prenhez ectópica rota é uma emergência ginecológica que se manifesta com dor abdominal aguda, atraso menstrual e sinais de choque hipovolêmico devido a hemoperitônio. A ultrassonografia transvaginal é crucial para o diagnóstico, evidenciando massa anexial e líquido livre.
A prenhez ectópica é uma condição em que a implantação do óvulo fertilizado ocorre fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum. A prenhez ectópica rota é uma das emergências ginecológicas mais graves, representando uma causa significativa de morbidade e mortalidade materna no primeiro trimestre da gravidez. A incidência varia, mas é crucial reconhecê-la devido ao risco de hemorragia maciça. A fisiopatologia da ruptura envolve o crescimento do embrião no local de implantação ectópica, que não é projetado para acomodar uma gestação. Isso leva à distensão e eventual ruptura da estrutura (geralmente a tuba uterina), resultando em sangramento para a cavidade peritoneal (hemoperitônio). Os sintomas clássicos incluem atraso menstrual, dor abdominal unilateral e sangramento vaginal. Em casos de ruptura, a paciente pode apresentar sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia, hipotensão, tontura e sudorese fria. O diagnóstico é baseado na tríade clínica (atraso menstrual, dor abdominal, sangramento vaginal), níveis de beta-hCG e ultrassonografia transvaginal. A ultrassonografia pode mostrar útero vazio, massa anexial e líquido livre na cavidade pélvica. O tratamento da prenhez ectópica rota é sempre cirúrgico e de urgência, visando controlar a hemorragia e remover o tecido gestacional. A laparoscopia é a via preferencial, mas a laparotomia pode ser necessária em casos de instabilidade hemodinâmica grave ou hemorragia volumosa.
Os sinais incluem atraso menstrual, dor abdominal intensa (frequentemente unilateral), sangramento vaginal irregular, tontura, sudorese fria e sinais de instabilidade hemodinâmica como taquicardia e hipotensão, indicando choque hipovolêmico.
A ultrassonografia transvaginal é fundamental, pois pode revelar a ausência de gestação intrauterina, a presença de uma massa anexial (saco gestacional ectópico ou hematoma) e, crucialmente, líquido livre na cavidade peritoneal (hemoperitônio).
A ruptura da gestação ectópica causa hemorragia interna significativa na cavidade abdominal, levando rapidamente a choque hipovolêmico e risco de vida. A cirurgia de urgência (laparoscopia ou laparotomia) é necessária para controlar o sangramento e remover o tecido ectópico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo