HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Mulher, 26 anos de idade, profissional do sexo, dá entrada em pronto-socorro com dor tipo cólica suprapúbica de moderada intensidade e sangramento genital discreto. DUM: há 6 semanas. Uso irregular de preservativo. 2G1P normal 1A provocado. Refere ISTs prévias com tratamentos adequados. Faz uso de PREP devido a exposição de risco. Ao exame: bom estado geral, hidratada, FR: 20 irpm, FC: 98 bpm, PA: 90 × 50 mmHg. Abdome doloroso à palpação, sinal de Laffont positivo. Especular: pequena quantidade de sangramento acastanhado coletado em fundo vaginal. Toque vaginal: colo grosso, posterior, impérvio amolecido, doloroso. O diagnóstico mais provável, dentre as opções abaixo, é:
Dor abdominal + sangramento + instabilidade hemodinâmica + sinal de Laffont + DUM 6 semanas → Prenhez ectópica rota.
O quadro clínico de dor abdominal súbita, sangramento vaginal discreto, instabilidade hemodinâmica (PA 90x50, FC 98), DUM de 6 semanas e sinal de Laffont positivo (dor referida no ombro devido à irritação diafragmática por hemoperitônio) é altamente sugestivo de prenhez ectópica rota. A história de ISTs prévias e aborto provocado são fatores de risco importantes.
A prenhez ectópica é uma condição grave em que a implantação do blastocisto ocorre fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. A ruptura de uma prenhez ectópica é uma emergência ginecológica que pode levar a choque hipovolêmico e óbito materno se não for prontamente diagnosticada e tratada. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. O quadro clínico de prenhez ectópica rota é caracterizado por dor abdominal súbita e intensa, geralmente em cólica, sangramento vaginal irregular (que pode ser discreto), e sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, taquicardia, palidez e sudorese. O sinal de Laffont, dor referida no ombro devido à irritação do diafragma pelo sangue no peritônio, é um achado clássico. Fatores de risco incluem história de doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgias tubárias prévias, prenhez ectópica anterior e uso de DIU. O diagnóstico é clínico, laboratorial (beta-hCG positivo) e ultrassonográfico (ausência de gestação intrauterina e presença de massa anexial ou líquido livre na cavidade abdominal). Em casos de instabilidade hemodinâmica e forte suspeita de ruptura, a laparoscopia ou laparotomia exploratória é indicada de urgência para controle do sangramento e remoção da gestação ectópica. O manejo rápido e eficaz é crucial para salvar a vida da paciente e preservar a fertilidade futura, quando possível.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e súbita (geralmente unilateral), sangramento vaginal irregular, tontura, síncope, hipotensão, taquicardia e sinais de irritação peritoneal, como o sinal de Laffont (dor referida no ombro devido a hemoperitônio).
Fatores de risco incluem história prévia de prenhez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, uso de DIU, tabagismo, fertilização in vitro e história de ISTs.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica (acesso venoso, fluidos), avaliação rápida com ultrassonografia transvaginal e, se houver instabilidade ou evidência de hemoperitônio, laparoscopia exploratória ou laparotomia de urgência.
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