CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Adolescente, chega na emergência referindo dor pélvica intensa, após atraso menstrual, sudorese, descorada, afebril. Ultrassonografia mostra líquido livre na pelve. Pensar em:
Adolescente com dor pélvica intensa + atraso menstrual + líquido livre na pelve → suspeitar de prenhez ectópica rota.
A prenhez ectópica rota é uma emergência ginecológica grave, especialmente em adolescentes com vida sexual ativa. A tríade clássica de dor abdominal/pélvica, atraso menstrual e sangramento vaginal, associada a sinais de choque hipovolêmico e líquido livre na pelve na ultrassonografia, é altamente sugestiva.
A prenhez ectópica é uma condição grave em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A ruptura de uma prenhez ectópica é uma emergência ginecológica que pode levar a choque hipovolêmico e óbito se não for rapidamente diagnosticada e tratada. Em adolescentes, a suspeita deve ser alta, especialmente na presença de dor pélvica aguda e atraso menstrual. A fisiopatologia da prenhez ectópica envolve fatores que impedem a migração normal do zigoto para o útero, como infecções tubárias prévias (DIP), cirurgias tubárias ou anomalias congênitas. A ruptura ocorre quando o embrião em crescimento excede a capacidade de distensão da tuba, resultando em sangramento intra-abdominal. Os sintomas incluem dor pélvica intensa e súbita, atraso menstrual, sangramento vaginal irregular, e sinais de choque como sudorese, palidez e taquicardia devido à perda volêmica. O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico (dor à palpação abdominal, dor à mobilização do colo uterino), teste de gravidez positivo (beta-hCG) e ultrassonografia. A presença de líquido livre na pelve em uma ultrassonografia, especialmente em grande quantidade, em uma paciente com teste de gravidez positivo e sinais de instabilidade hemodinâmica, é altamente sugestiva de prenhez ectópica rota. O tratamento é cirúrgico de emergência para controlar o sangramento e remover a gestação ectópica.
Fatores de risco incluem histórico de doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, uso de DIU, tabagismo, fertilização in vitro e histórico de prenhez ectópica anterior.
A ultrassonografia transvaginal é essencial para identificar a ausência de gestação intrauterina, a presença de massa anexial complexa e, em casos de ruptura, líquido livre na pelve (hemoperitônio).
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, tipagem sanguínea e reserva de concentrado de hemácias, e preparo para laparoscopia ou laparotomia de emergência para controle do sangramento.
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