FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Representam critérios para tratamento clínico de Prenhez Ectópica, EXCETO:
Prenhez ectópica: hCG > 5.000 mUI/mL é contraindicação para tratamento clínico com metotrexato.
O tratamento clínico da prenhez ectópica com metotrexato é reservado para pacientes hemodinamicamente estáveis, com massa anexial pequena e sem atividade cardíaca fetal. Níveis elevados de hCG (> 5.000 mUI/mL) indicam maior risco de falha do tratamento clínico, sendo uma contraindicação.
A prenhez ectópica é uma condição grave que ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. O manejo pode ser expectante, clínico ou cirúrgico, dependendo da apresentação clínica e dos critérios específicos. O tratamento clínico com metotrexato é uma opção para pacientes selecionadas, visando a reabsorção da gestação ectópica sem necessidade de cirurgia. Os critérios de elegibilidade são rigorosos e incluem estabilidade hemodinâmica, massa anexial menor que 3,5-4 cm, ausência de atividade cardíaca fetal e, crucialmente, níveis de beta-hCG abaixo de 5.000 mUI/mL. A ausência de líquido livre significativo na pelve também é um fator favorável. A falha em aderir a esses critérios, especialmente a presença de hCG muito elevado ou atividade cardíaca fetal, aumenta significativamente o risco de falha do tratamento clínico, podendo levar à ruptura da tuba e hemorragia. Nesses casos, ou em pacientes instáveis, o tratamento cirúrgico (salpingostomia ou salpingectomia laparoscópica) é a conduta de escolha, garantindo a segurança materna e minimizando complicações.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, massa anexial menor que 3,5-4 cm, ausência de atividade cardíaca fetal e níveis de hCG abaixo de 5.000 mUI/mL. A ausência de líquido livre significativo na pelve também é favorável.
Níveis de hCG acima de 5.000 mUI/mL estão associados a uma maior massa trofoblástica, o que diminui a eficácia do metotrexato e aumenta o risco de falha terapêutica, podendo levar à ruptura.
As alternativas incluem o tratamento expectante (para casos muito selecionados com hCG em queda) e o tratamento cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), especialmente em casos de instabilidade hemodinâmica ou contraindicações ao metotrexato.
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