FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
A prematuridade acomete mais de 10% de todas as gestações no mundo todo e se associa aos piores desfechos neonatais, elevando sobremaneira o custo assistencial dos recém-nascidos. Em relação à prematuridade, está correto afirmar que
Rastreamento de colo curto em gestantes com antecedente de prematuridade inicia com USG transvaginal às 16 semanas.
Em gestantes com história prévia de parto prematuro, o rastreamento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal deve ser iniciado precocemente, a partir de 16 semanas de gestação, para identificar colo curto e instituir medidas preventivas como a progesterona ou cerclagem.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal globalmente. A identificação e o manejo de gestantes de alto risco são cruciais para a prevenção. Mulheres com antecedente de parto prematuro espontâneo têm um risco significativamente aumentado de recorrência. Nessas gestantes de alto risco, o rastreamento do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta essencial. Recomenda-se que esse rastreamento seja iniciado precocemente, a partir das 16 semanas de gestação, e repetido a cada 1-2 semanas até 24-28 semanas, para identificar um colo uterino curto (geralmente < 25 mm). Uma vez identificado o colo curto, intervenções como a suplementação com progesterona natural micronizada (preferencialmente por via vaginal) ou a cerclagem uterina podem ser indicadas para reduzir o risco de parto prematuro. O tratamento de infecções vaginais, como a candidíase, pode ter um papel limitado na redução da incidência de prematuridade, mas não é a principal estratégia preventiva para o colo curto. O índice de Bishop é usado para avaliar a maturidade cervical e a probabilidade de sucesso da indução do parto, não para rastreamento de prematuridade.
A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um preditor importante de parto prematuro. Um colo curto (< 25 mm) em gestantes de risco indica maior probabilidade de prematuridade e a necessidade de intervenções preventivas.
Em gestantes com antecedente de parto prematuro, a ultrassonografia transvaginal para medida do colo deve ser iniciada entre 16 e 20 semanas e repetida a cada 1-2 semanas até 24-28 semanas, dependendo do risco.
A progesterona natural micronizada, preferencialmente por via vaginal, é indicada para gestantes com colo curto ou antecedente de parto prematuro, pois ajuda a manter a quiescência uterina e reduzir o risco de parto prematuro.
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