Prematuridade: Rastreamento e Prevenção em Gestantes de Risco

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023

Enunciado

A prematuridade acomete mais de 10% de todas as gestações no mundo todo e se associa aos piores desfechos neonatais, elevando sobremaneira o custo assistencial dos recém-nascidos. Em relação à prematuridade, está correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o tratamento da candidíase vaginal reduz sua incidência.
  2. B) os extremos da idade apresentam menor incidência.
  3. C) a progesterona natural micronizada deve ser usada preferencialmente por via oral, em mulheres com antecedente de prematuridade.
  4. D) o índice de Bishop está indicado para se rastrear mulheres com maior risco de prematuridade.
  5. E) em mulheres com antecedente de prematuridade, a medida do colo uterino por via vaginal deve ser antecipada para 16 semanas.

Pérola Clínica

Rastreamento de colo curto em gestantes com antecedente de prematuridade inicia com USG transvaginal às 16 semanas.

Resumo-Chave

Em gestantes com história prévia de parto prematuro, o rastreamento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal deve ser iniciado precocemente, a partir de 16 semanas de gestação, para identificar colo curto e instituir medidas preventivas como a progesterona ou cerclagem.

Contexto Educacional

A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal globalmente. A identificação e o manejo de gestantes de alto risco são cruciais para a prevenção. Mulheres com antecedente de parto prematuro espontâneo têm um risco significativamente aumentado de recorrência. Nessas gestantes de alto risco, o rastreamento do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta essencial. Recomenda-se que esse rastreamento seja iniciado precocemente, a partir das 16 semanas de gestação, e repetido a cada 1-2 semanas até 24-28 semanas, para identificar um colo uterino curto (geralmente < 25 mm). Uma vez identificado o colo curto, intervenções como a suplementação com progesterona natural micronizada (preferencialmente por via vaginal) ou a cerclagem uterina podem ser indicadas para reduzir o risco de parto prematuro. O tratamento de infecções vaginais, como a candidíase, pode ter um papel limitado na redução da incidência de prematuridade, mas não é a principal estratégia preventiva para o colo curto. O índice de Bishop é usado para avaliar a maturidade cervical e a probabilidade de sucesso da indução do parto, não para rastreamento de prematuridade.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da medida do colo uterino na prevenção da prematuridade?

A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um preditor importante de parto prematuro. Um colo curto (< 25 mm) em gestantes de risco indica maior probabilidade de prematuridade e a necessidade de intervenções preventivas.

Quando e como deve ser feita a ultrassonografia transvaginal para rastreamento de colo curto?

Em gestantes com antecedente de parto prematuro, a ultrassonografia transvaginal para medida do colo deve ser iniciada entre 16 e 20 semanas e repetida a cada 1-2 semanas até 24-28 semanas, dependendo do risco.

Qual o papel da progesterona na prevenção do parto prematuro?

A progesterona natural micronizada, preferencialmente por via vaginal, é indicada para gestantes com colo curto ou antecedente de parto prematuro, pois ajuda a manter a quiescência uterina e reduzir o risco de parto prematuro.

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