SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Recém-nascida, sexo feminino, assistida na sala de parto, foi encaminhada à UTI Neonatal após o nascimento, devido à prematuridade extrema, e precisou de ventilação mecânica. Nasceu de parto cesáreo, após uma gestação complicada, pois a mãe apresentou hipertensão gestacional, havendo restrição de crescimento fetal. Além da dificuldade respiratória, apresenta icterícia neonatal. A equipe médica está em alerta quanto ao manejo intensivo, incluindo cuidados com nutrição, prevenção de infecções e suporte ventilatório. O quadro clínico que caracteriza recémnascidos prematuros extremos inclui sempre:
Prematuro Extremo → Sempre apresenta instabilidade térmica e algum grau de desconforto respiratório ao nascimento.
Prematuros extremos (<28 semanas) possuem imaturidade multissistêmica, destacando-se a deficiência de surfactante e a incapacidade de termorregulação devido à pele fina e ausência de gordura.
O cuidado ao prematuro extremo é um dos maiores desafios da neonatologia moderna. Esses pacientes apresentam uma fragilidade biológica extrema, com sistemas orgânicos ainda em desenvolvimento. A dificuldade respiratória é quase universal devido à imaturidade pulmonar, exigindo frequentemente ventilação mecânica ou CPAP e administração de surfactante. Além disso, a manutenção da homeostase térmica é crítica; a hipotermia está diretamente ligada ao aumento da mortalidade e morbidade. O manejo envolve um ambiente controlado (incubadoras de parede dupla com alta umidade) e suporte nutricional agressivo para mimetizar o crescimento intrauterino.
São recém-nascidos com idade gestacional inferior a 28 semanas, caracterizados por alta vulnerabilidade biológica e necessidade de cuidados intensivos especializados.
Devido à grande superfície corporal em relação ao peso, escassez de gordura marrom e pele extremamente fina e permeável, o que facilita a perda de calor por evaporação e condução.
A deficiência de surfactante pulmonar (Doença da Membrana Hialina) associada à imaturidade estrutural dos alvéolos e da parede torácica complacente.
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