SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Recém-nascida, sexo feminino, assistida na sala de parto, foi encaminhada à UTI Neonatal após o nascimento, devido à prematuridade extrema, e precisou de ventilação mecânica. Nasceu de parto cesáreo, após uma gestação complicada, pois a mãe apresentou hipertensão gestacional, havendo restrição de crescimento fetal. Além da dificuldade respiratória, apresenta icterícia neonatal. A equipe médica está em alerta quanto ao manejo intensivo, incluindo cuidados com nutrição, prevenção de infecções e suporte ventilatório. Em relação à condição de prematuridade, o termo "prematuro extremo" se refere à criança recém-nascida de gestação com duração:
Prematuro Extremo = Recém-nascido com idade gestacional < 28 semanas.
A classificação da prematuridade pela OMS define como prematuro extremo aquele nascido com menos de 28 semanas de gestação. Esses neonatos apresentam os maiores desafios terapêuticos e riscos de sequelas a longo prazo.
A prematuridade é a principal causa de mortalidade neonatal e de complicações de saúde a longo prazo. O termo 'prematuro extremo' é reservado para os neonatos nascidos antes de completar 28 semanas de gestação. Esta fronteira é crítica, pois marca o limite inferior da viabilidade em muitos centros, onde a maturidade pulmonar, cerebral e gastrointestinal é mínima. O manejo desses pacientes envolve estratégias de ventilação protetora para evitar a displasia broncopulmonar, uso de surfactante exógeno, nutrição parenteral precoce e um ambiente de 'mínimo manuseio' para proteger o sistema nervoso central em desenvolvimento. O conhecimento das definições cronológicas é fundamental para a comunicação entre a equipe obstétrica e neonatal e para o aconselhamento familiar sobre prognóstico e riscos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide a prematuridade em três categorias baseadas na idade gestacional: 1. Prematuro extremo: < 28 semanas; 2. Muito prematuro: 28 a < 32 semanas; 3. Prematuro moderado a tardio: 32 a < 37 semanas (sendo o prematuro tardio especificamente entre 34 e 36 semanas e 6 dias).
Devido à imaturidade orgânica global, os prematuros extremos enfrentam riscos elevados de: Síndrome do Desconforto Respiratório (deficiência de surfactante), Hemorragia Peri-intraventricular, Enterocolite Necrotizante, Persistência do Canal Arterial, Retinopatia da Prematuridade e Displasia Broncopulmonar.
A RCF, frequentemente associada à hipertensão gestacional (como no caso clínico), agrava o prognóstico do prematuro extremo. Esses recém-nascidos, além da imaturidade, possuem reservas metabólicas limitadas, maior risco de hipoglicemia, asfixia perinatal e policitemia, exigindo suporte nutricional e metabólico ainda mais rigoroso na UTI Neonatal.
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