HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
No território brasileiro, diferentes fontes mostram taxas de prematuridade similares. Em 2012, o Fundo das Nações Unidas para a infância (UNICEF), juntamente com o Ministério da Saúde (MS), divulgou uma taxa de prematuridade de 11,7% em todo o território nacional. Dados do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC) de 2013 apontam uma taxa de 11,4% de partos prematuros.Assinale a alternativa que representa a intervenção comprovadamente eficaz, por estudos de significância estatística, na prevenção da prematuridade.
Prevenção prematuridade: Antibioticoterapia para infecções sintomáticas do trato genital inferior é eficaz.
A antibioticoterapia para infecções sintomáticas do trato genital inferior é uma intervenção comprovadamente eficaz na prevenção da prematuridade, pois infecções podem desencadear trabalho de parto prematuro. Outras medidas, como progesterona e pessário, têm indicações específicas e não são universais.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. No Brasil, as taxas de prematuridade são significativas, tornando a prevenção uma prioridade em saúde pública e na prática obstétrica. Diversas intervenções têm sido estudadas para reduzir a incidência do parto prematuro. Entre as intervenções, a antibioticoterapia para infecções sintomáticas do trato genital inferior e urinário é comprovadamente eficaz. Infecções como a vaginose bacteriana, cervicite e infecção do trato urinário podem desencadear uma resposta inflamatória que leva ao encurtamento do colo uterino, ruptura prematura de membranas e trabalho de parto prematuro. O tratamento adequado dessas infecções pode interromper essa cascata de eventos. Outras intervenções incluem o uso de progesterona vaginal para gestantes com colo uterino curto detectado no ultrassom ou com história de parto prematuro prévio, e o uso de pessário cervical em casos selecionados de colo curto. É importante ressaltar que medidas como repouso no leito e suplementação multivitamínica não demonstraram eficácia estatisticamente significativa na prevenção da prematuridade e não são recomendadas universalmente. A identificação e o manejo precoce de fatores de risco são cruciais para otimizar os resultados maternos e neonatais.
Infecções do trato genital inferior, como vaginose bacteriana ou infecções urinárias, podem ascender e causar inflamação intrauterina, levando à ruptura prematura de membranas e desencadeando o trabalho de parto prematuro.
A antibioticoterapia trata a infecção subjacente, reduzindo a carga bacteriana e a resposta inflamatória, o que pode prevenir a cascata de eventos que levam ao parto prematuro em gestantes com infecções sintomáticas.
A progesterona vaginal é indicada para gestantes com colo curto ou história de parto prematuro. O pessário cervical pode ser considerado para colo curto sem história prévia. O repouso no leito e a abstinência sexual não são comprovadamente eficazes e não são recomendados rotineiramente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo