Prematuridade: Corticoterapia e Prevenção do Parto Pré-Termo

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

Sobre prematuridade, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O uso de tocolítico deverá ser mantido mesmo após o término da corticoterapia, na tentativa de melhorar o prognóstico fetal.
  2. B) Gestação gemelar não se configura como risco de prematuridade.
  3. C) Recomenda-se a administração de corticoide por 48 horas entre a 24ª e 34ª semanas.
  4. D) Repouso no leito e hidratação são medidas de grande eficácia para atrasar o parto pré-termo.
  5. E) A terbutalina é a droga de primeira escolha para tocólise.

Pérola Clínica

Corticoterapia pré-natal (betametasona/dexametasona) entre 24-34 semanas por 48h → ↓ morbimortalidade neonatal por prematuridade.

Resumo-Chave

A administração de corticoide (betametasona ou dexametasona) em gestantes com risco de parto pré-termo entre 24 e 34 semanas de gestação é uma medida comprovadamente eficaz para reduzir a morbimortalidade neonatal, especialmente a síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante, devendo ser administrada por 48 horas.

Contexto Educacional

A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A prevenção e o manejo adequado do parto pré-termo são prioridades na obstetrícia, visando melhorar os desfechos para o recém-nascido. Fatores de risco incluem gestação múltipla, infecções, história de parto pré-termo anterior e anomalias uterinas. A fisiopatologia do parto pré-termo é multifatorial, envolvendo inflamação, estresse materno-fetal, hemorragia e distensão uterina. O diagnóstico de trabalho de parto pré-termo é clínico, baseado em contrações uterinas regulares e modificações cervicais. A identificação precoce de gestantes em risco e a intervenção oportuna são cruciais. A corticoterapia pré-natal é a intervenção mais eficaz para melhorar os resultados neonatais, atuando na maturação pulmonar e de outros órgãos fetais. O tratamento do trabalho de parto pré-termo envolve a tocólise para prolongar a gestação por um período curto (geralmente 48 horas), permitindo a administração completa da corticoterapia e, se possível, a transferência para um centro terciário. Drogas como nifedipino, atosiban e indometacina são usadas para tocólise, mas não devem ser mantidas indefinidamente. Medidas como repouso no leito e hidratação não têm eficácia comprovada. O prognóstico do recém-nascido pré-termo depende da idade gestacional ao nascimento e da disponibilidade de cuidados intensivos neonatais.

Perguntas Frequentes

Qual é o principal benefício da corticoterapia pré-natal na prematuridade?

O principal benefício da corticoterapia pré-natal é a aceleração da maturação pulmonar fetal, reduzindo significativamente a incidência e a gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal, além de diminuir o risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.

Quais são as indicações e o esquema de administração da corticoterapia pré-natal?

A corticoterapia é indicada para gestantes com risco de parto pré-termo entre 24 e 34 semanas de gestação. O esquema mais comum é betametasona 12 mg IM a cada 24 horas por duas doses, ou dexametasona 6 mg IM a cada 12 horas por quatro doses, totalizando 48 horas de tratamento.

Quais são as drogas de primeira escolha para tocólise e quando são indicadas?

As drogas de primeira escolha para tocólise variam, mas nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) e atosiban (antagonista do receptor de ocitocina) são frequentemente utilizados. A tocólise é indicada para inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação por 48 horas, tempo suficiente para a corticoterapia pré-natal fazer efeito e, se necessário, transferir a paciente para um centro com UTI neonatal.

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