PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Um neonato apresentou sinais de insuficiência respiratória logo após o nascimento. Sua mãe teve episódio de descolamento da placenta com 30 semanas de idade gestacional. Utilizou ventilação mecânica e uma dose de surfactante. Realizado ecocardiograma com cinco dias de vida que mostrou persistência do canal arterial. Com sete dias de vida, apresentou crise convulsiva. Com 20 dias de vida, iniciou com distensão abdominal, sendo notado pneumatose intestinal no exame radiológico. Referente à prematuridade, assinale a alternativa CORRETA:
Prematuros → Deficiência de Vitamina E comum, causa anemia hemolítica, trombocitose e edema.
Recém-nascidos prematuros são mais suscetíveis à deficiência de vitamina E devido às baixas reservas e à má absorção. Essa deficiência pode levar a anemia hemolítica, trombocitose e edema, sendo um diagnóstico importante no manejo do prematuro.
A prematuridade é um fator de risco significativo para diversas complicações no período neonatal, devido à imaturidade dos sistemas orgânicos. O caso clínico apresentado ilustra um cenário complexo, com insuficiência respiratória (provavelmente Síndrome do Desconforto Respiratório), persistência do canal arterial, crise convulsiva (sugerindo hemorragia intracraniana ou encefalopatia hipóxico-isquêmica) e enterocolite necrosante, todas condições comuns em prematuros. O manejo desses pacientes exige uma abordagem multidisciplinar e um conhecimento aprofundado das particularidades fisiológicas e patológicas do recém-nascido pré-termo. A deficiência de vitamina E é uma complicação relevante em recém-nascidos prematuros. Isso ocorre porque a transferência placentária de vitamina E é limitada, e os prematuros nascem com baixas reservas. Além disso, a absorção de vitaminas lipossolúveis é prejudicada pela imaturidade do trato gastrointestinal. A vitamina E é um potente antioxidante, protegendo as membranas celulares do dano oxidativo. As manifestações clínicas da deficiência de vitamina E em prematuros incluem anemia hemolítica (devido à fragilidade dos eritrócitos), trombocitose (mecanismo não totalmente elucidado, mas associado à deficiência) e edema. A suplementação de vitamina E é uma prática comum em prematuros para prevenir essas complicações e pode ter um papel na prevenção de retinopatia da prematuridade e displasia broncopulmonar. Outras alternativas da questão são incorretas: hemorragia subdural é menos comum que intraventricular em prematuros; a tríade de enterocolite inclui acidose metabólica, trombocitopenia e hiponatremia; diazepam não é a primeira escolha para convulsão neonatal (fenobarbital é); e corticoides pós-natais precoces não são rotineiramente recomendados para SDR devido a efeitos adversos.
Prematuros têm baixas reservas de vitamina E ao nascimento, absorção intestinal deficiente de gorduras (onde a vitamina E é lipossolúvel) e maior estresse oxidativo, aumentando a demanda.
As manifestações incluem anemia hemolítica (devido à fragilidade da membrana eritrocitária), trombocitose e edema, além de maior risco de retinopatia da prematuridade e displasia broncopulmonar.
A vitamina E é um antioxidante importante que protege as membranas celulares, incluindo as dos eritrócitos, contra danos oxidativos. Sua deficiência leva à fragilidade da membrana eritrocitária e, consequentemente, à hemólise.
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