SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
São fatores de risco para prematuridade, EXCETO:
RCIU NÃO é fator de risco para prematuridade, mas sim uma condição associada a morbimortalidade perinatal.
A Restrição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, mas não é um fator de risco *direto* para prematuridade. Na verdade, a prematuridade e a RCIU são condições que podem coexistir ou ter fatores de risco em comum, mas a RCIU por si só não causa o parto prematuro.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. Compreender seus fatores de risco é fundamental para a prevenção, identificação de gestantes de alto risco e manejo adequado, sendo um tópico de grande relevância para residentes em ginecologia e obstetrícia. Os fatores de risco para prematuridade são multifatoriais e incluem histórico de parto prematuro anterior (o mais forte preditor), gestação múltipla, infecções maternas (especialmente infecção do trato urinário e infecções vaginais), anomalias uterinas, colo uterino curto (avaliado por ultrassonografia), sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre, baixo nível socioeconômico, idade materna extrema (adolescente ou >35 anos), tabagismo e uso de drogas ilícitas. A Restrição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU) é uma condição em que o feto não atinge seu potencial de crescimento e, embora possa estar associada a fatores que também levam à prematuridade, ou levar a uma interrupção iatrogênica da gestação, não é um fator que *causa* o início espontâneo do trabalho de parto prematuro. A prevenção da prematuridade envolve a identificação e manejo dos fatores de risco, como o rastreamento e tratamento de infecções, uso de progesterona em gestantes com colo curto ou histórico de parto prematuro, e cerclagem uterina em casos selecionados. O manejo do parto prematuro visa otimizar os resultados neonatais, incluindo a administração de corticoesteroides antenatais para maturação pulmonar fetal. O prognóstico para o recém-nascido prematuro depende da idade gestacional ao nascimento e da presença de complicações.
Os principais fatores incluem história de parto prematuro anterior, colo uterino curto, infecções (como ITU), gestação múltipla, baixo nível socioeconômico, idade materna extrema e algumas condições médicas maternas.
Um colo uterino curto, detectado por ultrassonografia, indica uma menor capacidade de manter a gestação até o termo, aumentando o risco de dilatação precoce e parto prematuro.
Não diretamente. A RCIU é uma condição de crescimento fetal inadequado. Embora fetos com RCIU possam ser prematuros (se o parto for antecipado por indicação médica), a RCIU em si não é um fator que *inicia* o trabalho de parto prematuro espontâneo.
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