SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Déficits cognitivos, dificuldades na progressão escolar, na aquisição de linguagem e em matemática são frequentes e com maior prevalência nos seguintes grupos de crianças:
Pré-termos de menor peso ao nascer → maior risco de déficits cognitivos e dificuldades escolares.
Crianças nascidas prematuras, especialmente aquelas com muito baixo peso ao nascer, têm um risco significativamente maior de desenvolver déficits cognitivos, dificuldades de aprendizado, atrasos na aquisição de linguagem e problemas de atenção, devido à imaturidade cerebral e às complicações associadas à prematuridade.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é um dos maiores desafios da neonatologia e tem um impacto significativo no desenvolvimento a longo prazo da criança. O grupo de pré-termos de menor peso de nascimento, especialmente aqueles com peso inferior a 1500g (muito baixo peso) ou 1000g (extremo baixo peso), apresenta a maior prevalência de déficits cognitivos e dificuldades de aprendizado. A imaturidade cerebral ao nascimento e as complicações neonatais associadas, como hemorragia intraventricular, leucomalácia periventricular e infecções, contribuem para alterações estruturais e funcionais no cérebro em desenvolvimento. Essas alterações se manifestam como dificuldades na progressão escolar, na aquisição de linguagem, em habilidades matemáticas, problemas de atenção e funções executivas. O acompanhamento neurodesenvolvimento dessas crianças é crucial, com intervenção precoce e suporte multidisciplinar para minimizar as sequelas e otimizar seu potencial. Residentes devem estar cientes da importância do rastreamento e encaminhamento para programas de estimulação e apoio educacional.
As principais complicações incluem hemorragia intraventricular (HIV), leucomalácia periventricular (LPV), encefalopatia hipóxico-isquêmica e hidrocefalia pós-hemorrágica, que podem levar a paralisia cerebral e déficits cognitivos.
O acompanhamento deve ser multidisciplinar, com avaliações periódicas do neurodesenvolvimento, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, para identificar precocemente atrasos e intervir com estimulação adequada.
Outros fatores incluem asfixia neonatal, infecções congênitas, exposição a toxinas (álcool, drogas), desnutrição grave, condições genéticas e ambientais desfavoráveis.
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