HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
No preenchimento do partograma, além dos batimentos cardíacos fetais e das contrações uterinas, deve-se estar atento a:
Partograma monitora: BCF, DU, dilatação, De Lee, variedade de posição e estado das membranas.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade. Além dos parâmetros básicos como BCF e contrações uterinas, é crucial registrar a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal (plano de De Lee), a variedade de posição e a integridade das membranas amnióticas.
O partograma é uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto, fundamental para a vigilância e detecção precoce de distocias. Sua utilização é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir intervenções desnecessárias e melhorar os desfechos maternos e perinatais. O preenchimento correto exige atenção a diversos parâmetros que refletem a dinâmica do parto. Além dos batimentos cardíacos fetais (BCF) e da dinâmica uterina (frequência, intensidade e duração das contrações), o partograma deve registrar a dilatação do colo uterino, que é o principal indicador da progressão do trabalho de parto. A descida da apresentação fetal é avaliada pelo plano de De Lee, que indica a relação da parte mais baixa da apresentação com as espinhas isquiáticas maternas. A variedade de posição fetal, que descreve a orientação da apresentação em relação à pelve materna, também é crucial para entender o mecanismo de parto. O estado da membrana amniótica (íntegra ou rota) é outro dado relevante, pois a rotura pode acelerar o parto, mas também aumenta o risco de infecção. A monitorização contínua desses parâmetros permite ao profissional de saúde identificar padrões anormais, como trabalho de parto prolongado ou estacionário, e tomar decisões clínicas oportunas, como a necessidade de intervenção ou mudança na conduta.
O plano de De Lee avalia a descida da apresentação fetal em relação às espinhas isquiáticas, indicando a progressão do feto pelo canal de parto e auxiliando na identificação de distocias ou parada de descida.
A variedade de posição fetal (relação entre o ponto de referência fetal e a pelve materna) é importante para prever a rotação e o mecanismo de parto, identificando posições desfavoráveis que podem dificultar a progressão.
O registro do estado da membrana amniótica (íntegra ou rota) é fundamental para avaliar o risco de infecção e para decidir sobre a amniotomia, caso necessária, influenciando a dinâmica do trabalho de parto e a monitorização fetal.
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