Atestado de Óbito: Preenchimento Correto das Causas da Morte

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2017

Enunciado

Um operário de 30 anos, previamente hígido, sofreu politraumatismo ao cair acidentalmente de um andaime, vindo a falecer imediatamente. Abaixo, está reproduzido o bloco CAUSAS DA MORTE que consta do atestado de óbito. (Conforme imagem do caderno de questões). Este bloco deverá ser preenchido com:

Alternativas

  1. A) na PARTE I, a) Queda acidental de andaime b) Politraumatismo; na PARTE II, Linhas em branco.
  2. B) na PARTE I, a) Politraumatismo b) Queda acidental de andaime; na PARTE II, Linhas em branco.
  3. C) na PARTE I, a) Politraumatismo b) Linha em branco; na PARTE II, Queda acidental de andaime.
  4. D) na PARTE I, a) Queda acidental de andaime b) Linha em branco; na PARTE II, Politraumatismo.
  5. E) na PARTE I, Linhas a) e b) em branco; na PARTE II, Queda acidental de andaime e Politraumatismo.

Pérola Clínica

Atestado de óbito: Parte I = cadeia de eventos que levou à morte (causa imediata → causa básica). Parte II = condições contribuintes.

Resumo-Chave

O preenchimento do atestado de óbito segue uma lógica de cadeia de eventos. Na Parte I, a linha 'a' deve conter a causa imediata da morte, e as linhas subsequentes ('b', 'c') as causas intermediárias, até chegar à causa básica na última linha. Na Parte II, são listadas outras condições que contribuíram para a morte, mas não fazem parte da cadeia causal direta.

Contexto Educacional

O preenchimento correto do atestado de óbito é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais, epidemiológicas e estatísticas. O bloco 'Causas da Morte' é crucial e deve seguir as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que estabelecem uma lógica de cadeia de eventos. A Parte I destina-se à sequência de eventos que levou diretamente à morte, enquanto a Parte II registra condições que contribuíram, mas não fazem parte dessa cadeia causal direta. A Parte I é preenchida de forma regressiva, começando pela causa imediata (a condição que diretamente levou à morte) na linha 'a', seguida pelas causas intermediárias nas linhas 'b' e 'c', até chegar à causa básica (a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos) na última linha preenchida. Por exemplo, se um paciente morre de choque hipovolêmico (causa imediata) devido a hemorragia interna (causa intermediária) causada por um traumatismo abdominal (causa básica), a ordem seria: a) Choque hipovolêmico, b) Hemorragia interna, c) Traumatismo abdominal. No caso da questão, o operário faleceu por politraumatismo (causa imediata) que foi resultado de uma queda acidental de andaime (causa básica). Portanto, na Parte I, a linha 'a' deve ser preenchida com 'Politraumatismo' e a linha 'b' com 'Queda acidental de andaime'. A Parte II ficaria em branco, pois não há outras condições contribuintes mencionadas. Compreender essa lógica é essencial para a correta codificação das causas de morte e para a produção de dados epidemiológicos confiáveis.

Perguntas Frequentes

Como deve ser preenchida a Parte I do atestado de óbito?

A Parte I do atestado de óbito deve descrever a cadeia de eventos que levou diretamente à morte. A linha 'a' contém a causa imediata (a condição final que levou à morte), e as linhas subsequentes ('b', 'c', etc.) contêm as causas intermediárias, até chegar à causa básica (a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos) na última linha preenchida.

O que se deve registrar na Parte II do atestado de óbito?

Na Parte II, devem ser registradas outras condições mórbidas significativas que contribuíram para a morte, mas que não estavam diretamente relacionadas à cadeia de eventos que levou à causa básica. Essas condições, embora importantes, não são consideradas parte da sequência causal direta da morte.

Qual a diferença entre causa imediata e causa básica da morte?

A causa imediata da morte é a doença ou lesão que diretamente resultou na morte (ex: politraumatismo). A causa básica da morte é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte (ex: queda acidental de andaime, que levou ao politraumatismo). A causa básica é o evento original que desencadeou todo o processo.

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