PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2018
A Sra. Maria Antônia era portadora de câncer avançado de colo uterino e estava recebendo cuidados paliativos, pois seu quadro era de Estádio IV, sem condições clínicas para se submeter à radioterapia ou quimioterapia. Faleceu em sua residência e o médico ginecologista/oncologista que lhe prestou cuidados paliativos preencheu seu Atestado de Óbito. Na Parte I do Atestado, item 49, denominado “Causas da Morte”, qual das alternativas abaixo apresenta o preenchimento CORRETO:
Atestado de óbito: sequência causal da morte deve ser lógica e cronológica, do evento inicial à causa imediata.
O preenchimento do atestado de óbito na Parte I deve seguir uma sequência lógica e cronológica, começando pela causa básica (doença que iniciou a cadeia de eventos) e progredindo para as causas intermediárias e, finalmente, a causa imediata da morte. No caso de câncer, as complicações diretas da doença devem ser detalhadas.
O preenchimento correto do Atestado de Óbito é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais, éticas e epidemiológicas. A Parte I, dedicada às causas da morte, exige uma compreensão clara da sequência causal, que deve ser lógica e cronológica, do evento inicial que desencadeou a cadeia de eventos mórbidos até a causa imediata que levou ao óbito. Erros nesse preenchimento podem comprometer as estatísticas de saúde e a compreensão da mortalidade. Em situações de câncer avançado, como o de colo uterino Estádio IV, é comum que a morte ocorra devido a complicações diretas da doença. A infiltração ureteral, por exemplo, é uma complicação frequente que pode levar à hidronefrose e, consequentemente, à insuficiência renal crônica, culminando em falência renal. É essencial que o médico detalhe essa cadeia de eventos, demonstrando a relação direta entre o câncer e as condições que levaram ao óbito. Para a prática clínica e provas de residência, é vital dominar a estrutura do Atestado de Óbito e os princípios de codificação da mortalidade. A causa básica da morte é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte. As causas intermediárias são as condições que surgem como consequência da causa básica, e a causa imediata é a condição final que diretamente resultou no óbito.
A sequência causal é crucial para a correta codificação da causa básica da morte, que é fundamental para as estatísticas de saúde pública e para a compreensão da morbimortalidade.
A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos. As causas intermediárias são as condições que surgem como consequência da causa básica. A causa imediata é a doença ou lesão que diretamente levou à morte.
Deve-se iniciar com o câncer como causa básica, seguido pelas complicações diretas que ele causou (ex: infiltração, metástase) e, por fim, a falência orgânica resultante dessas complicações.
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