Atestado de Óbito: Preenchimento da Causa Imediata da Morte

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 63 anos, com antecedente de hipertensão arterial sistêmica sem tratamento e câncer de laringe, em programação cirúrgica. Há 12 meses, começou a apresentar dispneia de esforço. Foi diagnosticado com cardiopatia hipertensiva e iniciou tratamento, mas com baixa adesão. Há 2 meses, evoluiu com insuficiência cardíaca congestiva, foi admitido em um pronto-socorro com edema agudo de pulmão e faleceu após 5 horas. O diagnóstico a ser preenchido no campo “a” da Parte I do atestado de óbito é; 

Alternativas

  1. A) Câncer de laringe.
  2. B) Insuficiência cardíaca hipertensiva.
  3. C) Cardiopatia hipertensiva..
  4. D) Edema agudo de pulmão.
  5. E) Hipertensão arterial sistêmica.

Pérola Clínica

Atestado de óbito, Parte I, linha 'a' = causa imediata da morte.

Resumo-Chave

No atestado de óbito, a Parte I destina-se a descrever a cadeia de eventos que levou à morte, começando pela causa imediata (linha 'a'), seguida pelas causas intermediárias (linha 'b', 'c') e, por fim, a causa básica (linha 'd'). No caso apresentado, o edema agudo de pulmão foi o evento final e direto que levou ao óbito, sendo, portanto, a causa imediata.

Contexto Educacional

O correto preenchimento do atestado de óbito é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais, epidemiológicas e de saúde pública. Para residentes e estudantes, dominar a lógica da cadeia de eventos que levam à morte é essencial. A Parte I do atestado é dedicada à descrição dessa sequência, começando pela causa imediata e retrocedendo até a causa básica, que é o ponto de partida da doença ou lesão que desencadeou o processo fatal. No caso clínico apresentado, o paciente evoluiu com insuficiência cardíaca congestiva e foi admitido com edema agudo de pulmão, falecendo em poucas horas. O edema agudo de pulmão foi o evento final e direto que levou à parada cardiorrespiratória e, consequentemente, ao óbito. Portanto, ele representa a causa imediata da morte, a ser preenchida na linha 'a' da Parte I. As condições subjacentes, como a cardiopatia hipertensiva e a hipertensão arterial sistêmica, seriam as causas básicas ou contribuintes, preenchidas nas linhas subsequentes. Compreender a diferença entre causa imediata, intermediária e básica é crucial para a qualidade dos dados de mortalidade. A causa básica é a mais importante para as estatísticas de saúde, pois identifica a doença que iniciou o processo. No entanto, a causa imediata é o evento final que culmina na morte. A prática de preencher corretamente o atestado de óbito garante a fidedignidade das informações e contribui para o planejamento de políticas de saúde.

Perguntas Frequentes

O que deve ser preenchido na linha 'a' da Parte I do atestado de óbito?

Na linha 'a' da Parte I do atestado de óbito, deve ser preenchida a causa imediata da morte, ou seja, a doença ou condição que diretamente levou ao óbito. É o evento final na cadeia de acontecimentos que culminaram na morte do paciente.

Qual a diferença entre causa imediata e causa básica da morte?

A causa imediata é a condição final que levou ao óbito, enquanto a causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que resultaram na morte. A causa básica é o ponto de partida da sequência de eventos, e a causa imediata é o ponto final.

Como se estabelece a cadeia de eventos da morte no atestado?

A cadeia de eventos é estabelecida de forma regressiva: a linha 'a' (causa imediata) é causada pela linha 'b' (causa intermediária), que por sua vez é causada pela linha 'c' (outra causa intermediária), até chegar à linha 'd' (causa básica). Cada linha deve ser a consequência da anterior.

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