PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Como estratégia preventiva durante o pré-natal, a OMS recomenda a utilização do ácido acetilsalicílico em baixa dose, com início antes de 16 semanas, em pacientes portadoras de fatores de risco para o desenvolvimento de preeclampsia. Que outra recomendação deve ser adotada neste grupo de pacientes?
Preeclampsia alto risco + AAS < 16 sem → Suplementação Cálcio (1,5-2,0 g/d) em baixa ingesta.
Além do AAS em baixa dose, a suplementação de cálcio é uma estratégia preventiva crucial para preeclampsia em gestantes de alto risco, especialmente em regiões com baixa ingestão dietética de cálcio. Essa medida contribui para a estabilização da pressão arterial e redução de complicações.
A preeclampsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Sua prevenção é fundamental no pré-natal, especialmente em pacientes com fatores de risco identificados, como história prévia, doenças crônicas ou gestação múltipla. A identificação precoce e a implementação de estratégias preventivas são cruciais para melhorar os desfechos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras diretrizes recomendam o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (75-150 mg/dia) para gestantes com alto risco de desenvolver preeclampsia, com início idealmente antes de 16 semanas de gestação. Além do AAS, a suplementação de cálcio (1,5-2,0 g/dia) é outra medida preventiva eficaz, particularmente em populações com baixa ingestão dietética de cálcio, contribuindo para a redução da incidência da doença. O manejo preventivo da preeclampsia exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada. A adesão às recomendações de AAS e cálcio, juntamente com o monitoramento rigoroso da pressão arterial e da saúde materno-fetal, são pilares para um pré-natal seguro. O conhecimento dessas estratégias é essencial para residentes e profissionais da saúde que atuam na atenção à gestante.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes, doença renal, história prévia de preeclampsia, gestação múltipla, obesidade e idade materna avançada ou muito jovem.
A suplementação de cálcio pode reduzir o risco de preeclampsia, especialmente em populações com baixa ingestão dietética de cálcio, pois o cálcio desempenha um papel na regulação da pressão arterial e na função endotelial.
O ácido acetilsalicílico em baixa dose (geralmente 81-150 mg/dia) deve ser iniciado preferencialmente antes de 16 semanas de gestação e continuado até o parto, em gestantes com fatores de risco.
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