Preeclampsia Grave com LES: Prioridade Materna na Conduta

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2016

Enunciado

Primigesta de 19 anos, no curso da 23ª semana gestacional conforme ultrassom do 1º trimestre, portadora de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), apresenta hematócrito de 41%, creatinina de 1,7 mg/dL e proteinúria de 2,7 g/24 horas. A paciente está em uso de 1 g de alfametildopa de 8/8 horas e 30 mg de nifedipina de 12/12 horas, mantendo níveis tensionais diastólicos em trono de 110 mmHg. A biometria fetal atual é compatível com a 19ª semana gestacional, e há redução do volume de líquido amniótico. Para essa paciente, a conduta adequada é:

Alternativas

  1. A) Hemodiálise, como alternativa terapêutica, indicada para melhorar a evolução materna com o objetivo de instituir medidas para o tratamento fetal, como dieta hiperproteíca, transfusão intraútero e corticoterapia para maturação pulmonar.
  2. B) Salvaguardar o prognóstico materno como prioridade no tratamento, optando-se pela resolução da gestação como alternativa terapêutica efetivamente capaz de interromper a cadeia fisiopatológica da doença em curso.
  3. C) Considerar a possibilidade de amnioinfusão a fim de garantir o tempo necessário para que se evite a associação da prematuridade com restrição do crescimento intrauterino, relacionada ao aumento do risco de óbito fetal.
  4. D) Considerando a idade gestacional atual e a associação com o LES, recomenda-se adição de droga hipotensora e manejo expectante, viabilizando a corticoterapia para acelerar a maturação pulmonar fetal e a interrupção da gestação na viabilidade fetal.

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