FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022
Gestante 33 semanas foi internada pois estava com PA 160 x 120 mmHg, plaquetas 90.000, transaminases elevadas e creatinina 2,1 mg/dL. Qual a conduta deve ser adotada?
Preeclampsia grave/HELLP < 34 semanas → estabilizar (PA, MgSO4) e interromper gestação.
A presença de PA elevada, plaquetopenia, transaminases e creatinina elevadas em gestante de 33 semanas configura pré-eclâmpsia grave, possivelmente Síndrome HELLP. A conduta é estabilizar a paciente (controle pressórico, sulfato de magnésio para neuroproteção) e, após, interromper a gestação, pois a cura definitiva é o parto.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gestação que pode levar a complicações maternas e fetais sérias. Caracteriza-se por hipertensão e proteinúria, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo após 20 semanas de gestação. A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetas baixas) é uma forma grave de pré-eclâmpsia, com alta morbimortalidade e exige manejo rápido. O diagnóstico da pré-eclâmpsia grave baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais, como PA elevada, plaquetopenia, elevação de transaminases e creatinina. A suspeita deve ser alta em gestantes com sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica ou no quadrante superior direito. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto. Em gestações < 34 semanas, a conduta inicial envolve estabilização materna (controle pressórico com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio) e, se possível, corticoterapia para maturação pulmonar fetal, antes da interrupção da gestação.
Os critérios incluem PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, plaquetas < 100.000/mm³, creatinina sérica > 1.1 mg/dL ou duplicação, transaminases elevadas, edema pulmonar, ou sintomas neurológicos/visuais.
O sulfato de magnésio é utilizado para profilaxia e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, devido ao seu efeito neuroprotetor e anticonvulsivante.
A interrupção é indicada em gestações ≥ 34 semanas ou em qualquer idade gestacional se houver critérios de gravidade materna ou fetal, após estabilização clínica da paciente.
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