HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Doenças reumatológicas têm, de forma geral, uma predileção pelo sexo feminino, à EXCEÇÃO de:
Doenças reumatológicas são mais comuns em mulheres, EXCETO espondiloartropatias soronegativas (mais em homens).
A maioria das doenças reumatológicas autoimunes, como Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Artrite Reumatoide e Fibromialgia, apresenta uma clara predileção pelo sexo feminino. As espondiloartropatias soronegativas, como a espondilite anquilosante, são uma exceção notável, sendo mais prevalentes e geralmente mais graves em homens.
A epidemiologia das doenças reumatológicas frequentemente revela uma predileção significativa por um dos sexos, com a maioria das condições autoimunes afetando predominantemente mulheres. Essa diferença é atribuída a uma complexa interação de fatores genéticos, hormonais e ambientais que influenciam a resposta imune. Compreender essas tendências é crucial para o diagnóstico diferencial e manejo clínico. Doenças como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Artrite Reumatoide (AR) e Fibromialgia são exemplos clássicos de condições com forte predileção feminina. No LES, a proporção mulher-homem pode chegar a 9:1, enquanto na AR é de aproximadamente 3:1. A Fibromialgia também é predominantemente feminina. Essa prevalência sugere um papel dos hormônios sexuais femininos e de genes ligados ao cromossomo X na modulação da autoimunidade. As espondiloartropatias soronegativas, no entanto, representam uma exceção notável a essa regra. Condições como a espondilite anquilosante são mais comuns e geralmente mais graves em homens. Embora a artrite psoriásica afete ambos os sexos de forma mais equitativa, a espondilite anquilosante tem uma clara predominância masculina. Essa distinção é um ponto importante para residentes e profissionais de saúde na abordagem diagnóstica e terapêutica das doenças reumatológicas.
As principais doenças reumatológicas com predileção pelo sexo feminino incluem o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a Artrite Reumatoide (AR), a Fibromialgia, a Síndrome de Sjögren e a Esclerose Sistêmica. Nessas condições, a incidência e/ou a gravidade são significativamente maiores em mulheres.
As espondiloartropatias soronegativas, como a espondilite anquilosante, têm uma prevalência maior no sexo masculino. A razão exata não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos (como o HLA-B27) e hormonais podem desempenhar um papel na modulação da resposta imune e inflamatória que as caracteriza.
O grupo das espondiloartropatias soronegativas inclui a espondilite anquilosante, a artrite psoriásica, a artrite reativa (anteriormente síndrome de Reiter) e as espondiloartropatias associadas a doenças inflamatórias intestinais (como doença de Crohn e retocolite ulcerativa).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo