Herpes Zoster em Imunossuprimidos: Precauções de Transmissão

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 54 anos de idade, dá entrada na UPA por queixas de dor em região lombar à direita, há 2 dias. É portadora de hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana, e psoríase, em uso de ciclosporina. Não possui outras morbidades. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com ausculta cardiorrespiratória e exame abdominal sem alterações. Giordano negativo. Presença de lesões vesiculares dispostas linearmente em região lombar à direita, obedecendo a linha mediana. Indique a orientação mais adequada em relação à precaução de transmissão nesse caso.

Alternativas

  1. A) É necessária apenas a precaução de contato, visto que o contágio se dá através das lesões de pele na doença localizada.
  2. B) É necessário o uso de máscara do tipo N-95 pelos contactantes porque, apesar de doença localizada, a paciente está imunossuprimida.
  3. C)  É necessária a precaução de contato, associada à utilização de máscara cirúrgica pelos contactantes, devido ao risco de transmissão por gotículas.
  4. D) É necessária apenas a utilização de máscara cirúrgica pela paciente, já que a transmissão é menor por pacientes imunossuprimidos.

Pérola Clínica

Herpes zoster localizado em imunossuprimido → precaução aérea (N-95) + contato.

Resumo-Chave

Pacientes imunossuprimidos com herpes zoster, mesmo que localizado, podem ter disseminação viral e maior risco de transmissão aérea. Por isso, exigem precauções de isolamento por aerossóis (máscara N-95) além das precauções de contato.

Contexto Educacional

Herpes zoster é uma reativação do vírus Varicela-Zoster (VVZ) em gânglios sensoriais, comum em idosos e imunossuprimidos. Sua incidência e gravidade aumentam com a idade e condições que comprometem a imunidade celular. É crucial para residentes reconhecer a apresentação clínica e as implicações de manejo. A fisiopatologia envolve a reativação do VVZ latente, que migra pelos nervos periféricos até a pele, causando as lesões vesiculares características em um dermátomo. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por PCR ou cultura viral. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor neuropática seguida de erupção vesicular unilateral. As precauções de isolamento são fundamentais para prevenir a transmissão hospitalar. Em pacientes imunocompetentes com herpes zoster localizado, apenas precauções de contato são necessárias. No entanto, em pacientes imunossuprimidos (como a paciente em uso de ciclosporina) ou com doença disseminada, são exigidas precauções aéreas (máscara N-95) e de contato, devido ao risco aumentado de disseminação viral e transmissão por aerossóis.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de herpes zoster?

Herpes zoster manifesta-se com lesões vesiculares dolorosas, dispostas linearmente em um dermátomo, geralmente unilateralmente, precedidas por dor ou parestesia.

Por que a imunossupressão altera as precauções de isolamento no herpes zoster?

A imunossupressão aumenta o risco de disseminação viral e de doença mais grave, tornando a transmissão aérea uma preocupação, mesmo em casos aparentemente localizados.

Quando é necessária a máscara N-95 para herpes zoster?

A máscara N-95 é necessária para herpes zoster disseminado ou em pacientes imunossuprimidos, devido ao risco de transmissão por aerossóis.

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