Isolamento em Pediatria: Precauções para Vírus Respiratórios

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Você está de plantão na enfermaria de pediatria e há disponibilidade de 3 leitos para internação. Há um quarto compartilhado de enfermaria que comporta dois leitos com distância de 2 metros entre eles e um quarto de isolamento respiratório com um leito. No pronto-socorro infantil, três crianças com bronquiolite aguardam internação: Enzo com vírus sincicial respiratório; Miguel com parainfluenza 3 e Caio com Influenza A. Além de precaução padrão, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de alocação dessas crianças.

Alternativas

  1. A) Quarto de isolamento com precaução de gotícula para Miguel e quarto compartilhado com precauções de contato para Enzo e Caio.
  2. B) Quarto de isolamento com precaução de gotícula para Enzo e quarto compartilhado com precauções de contato para Miguel e Caio.
  3. C) Quarto de isolamento com precaução de gotícula para Caio e quarto compartilhado com precauções de contato para Enzo e Miguel.
  4. D) Não é possível colocar dois destes pacientes em um mesmo quarto, deve-se optar por internar apenas os dois de maior gravidade em quartos diferentes.

Pérola Clínica

Influenza A exige precaução de gotícula; VSR e Parainfluenza 3 exigem contato.

Resumo-Chave

A alocação de pacientes com infecções respiratórias em pediatria deve seguir as precauções de isolamento específicas para cada agente etiológico. Influenza A requer precaução de gotícula, enquanto VSR e Parainfluenza 3 requerem precaução de contato, permitindo coorte de pacientes com o mesmo tipo de precaução.

Contexto Educacional

O controle de infecção hospitalar é um pilar fundamental na prática pediátrica, especialmente em enfermarias com alta rotatividade de pacientes com infecções respiratórias. A bronquiolite viral aguda é uma das principais causas de internação em lactentes, e seus agentes etiológicos mais comuns incluem o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Parainfluenza e Influenza. A correta alocação de pacientes e a aplicação das precauções de isolamento são cruciais para prevenir a disseminação de infecções. As precauções padrão devem ser sempre aplicadas. Além disso, para o VSR e o vírus Parainfluenza, a transmissão ocorre principalmente por contato direto ou indireto com secreções respiratórias, exigindo precauções de contato (uso de luvas e avental). Por outro lado, o vírus Influenza A é transmitido por gotículas respiratórias que podem ser expelidas ao tossir ou espirrar, viajando até cerca de 1 metro. Portanto, para pacientes com Influenza A, são necessárias precauções de gotícula (uso de máscara cirúrgica por profissionais e visitantes ao entrar no quarto, além das precauções padrão). A alocação em um quarto de isolamento respiratório para o paciente com Influenza A e o agrupamento (coorte) dos pacientes com VSR e Parainfluenza em um quarto compartilhado com precauções de contato é a estratégia mais adequada e segura, otimizando os recursos disponíveis.

Perguntas Frequentes

Quais são as precauções de isolamento para bronquiolite por VSR?

Para bronquiolite causada por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), são necessárias precauções de contato, além das precauções padrão.

Qual a diferença entre precaução de contato e gotícula?

A precaução de contato é para patógenos transmitidos por contato direto ou indireto (luvas e avental), enquanto a de gotícula é para patógenos transmitidos por gotículas respiratórias (máscara cirúrgica a 1 metro do paciente).

Por que a Influenza A exige precaução de gotícula?

A Influenza A é transmitida por gotículas respiratórias maiores que 5 micrômetros, que podem viajar até 1 metro, justificando o uso de máscara cirúrgica para profissionais e visitantes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo