Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Os pacientes diabéticos submetidos a cirurgias de médio e grande porte necessitam de uma avaliação pré-operatória minuciosa, com o controle de diversos parâmetros laboratoriais e clínicos. Sobre o pré-operatório em cirurgias eletivas de pacientes diabéticos, é correto afirmar que
Glicemia alvo intraoperatória para diabéticos: 140-200 mg/dL. Biguanidas suspensas 24-48h antes.
O controle glicêmico no pré-operatório e intraoperatório de pacientes diabéticos é crucial para evitar complicações. O objetivo é manter a glicemia entre 140-200 mg/dL durante a cirurgia, evitando tanto a hiperglicemia severa quanto a hipoglicemia. Antidiabéticos orais, especialmente as biguanidas, devem ser suspensos com antecedência para prevenir acidose láctica ou hipoglicemia prolongada.
O manejo do paciente diabético no período perioperatório é um desafio complexo que exige uma avaliação minuciosa e um plano individualizado para minimizar riscos. A hiperglicemia e a hipoglicemia são as principais preocupações, ambas associadas a um aumento da morbimortalidade. A avaliação pré-operatória deve incluir o controle da glicemia (HbA1c), função renal, cardiovascular e neuropática, além de um ajuste cuidadoso da medicação antidiabética. Durante o intraoperatório, o objetivo principal é manter a glicemia plasmática em uma faixa segura, geralmente entre 140 e 200 mg/dL. Níveis abaixo de 140 mg/dL aumentam o risco de hipoglicemia, que pode ser difícil de detectar em pacientes anestesiados e ter consequências graves. Níveis acima de 200 mg/dL podem levar a desidratação, disfunção imunológica e cicatrização prejudicada. O manejo da insulina e a suspensão de antidiabéticos orais (como biguanidas, que devem ser suspensas 24-48h antes devido ao risco de acidose láctica) são cruciais. Para residentes, é fundamental entender que o jejum pré-operatório exige uma modificação da terapia usual do diabetes. Insulinas de ação prolongada ou intermediária (como NPH) devem ter suas doses ajustadas ou ser substituídas por esquemas de insulina regular ou de ação rápida, com monitorização frequente da glicemia. O planejamento cuidadoso e a comunicação entre a equipe cirúrgica, anestésica e endocrinológica são essenciais para garantir a segurança e o melhor desfecho para o paciente diabético submetido a cirurgia.
Os níveis de glicose plasmática objetivados durante a cirurgia em pacientes diabéticos devem variar entre 140 e 200 mg/dL. Um controle mais rigoroso pode aumentar o risco de hipoglicemia, enquanto níveis muito elevados aumentam o risco de complicações.
As biguanidas, como a metformina, devem ser suspensas 24 a 48 horas antes da cirurgia, especialmente em procedimentos que envolvem contraste iodado ou risco de instabilidade hemodinâmica, devido ao risco de acidose láctica.
A insulina NPH geralmente não deve ser suspensa completamente na internação, mas sim ajustada ou reduzida (ex: 50-75% da dose usual na noite anterior ou na manhã da cirurgia), e substituída por insulina de ação rápida ou regular conforme a necessidade, para evitar hipoglicemia durante o jejum prolongado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo