UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Gestante, 39 anos de idade, 2G 1P normal anterior (nativivo de termo, 3950 gr), veio para consulta pré-natal de rotina. Os dados de seguimento estão a seguir.DUM: 03/01/2021Peso inicial: 70 kgEst: 1,61 mIMC inicial: 27 kg/m²Exames: 08/03/2021Hb = 10,1, Ht = 31, Leucograma = 10200, Plaquetas: 221100, Glicemia de jejum: 94 mg/dL, Sorologias: VDRL não reagente/ Teste rápido não reagente, HIV: não reagente, HBsAg: não reagente, Hepatite C: não reagente, Toxoplasmose: IgG reagente; IgM não reagente, Rubéola: IgG reagente; IgM não reagente. A alternativa que descreve os exames que devem ser solicitados na consulta de 20 de julho é:
Pré-natal 3º trimestre (após 28 sem) → Repetir Hemograma, HIV e VDRL para rastreamento.
Na consulta pré-natal por volta das 28 semanas de gestação, é fundamental repetir o hemograma para monitorar anemia e as sorologias para HIV e sífilis (VDRL) para rastreamento de infecções com potencial de transmissão vertical.
O acompanhamento pré-natal é essencial para a saúde materno-fetal, e a solicitação de exames complementares segue um cronograma específico ao longo da gestação. No terceiro trimestre, especialmente a partir da 28ª semana, alguns exames devem ser repetidos para reavaliar condições pré-existentes e rastrear novas intercorrências que possam impactar o parto ou o recém-nascido. Neste caso, a gestante está com 28 semanas e 2 dias. O hemograma é um exame de rotina que deve ser repetido para monitorar a hemoglobina (inicialmente 10,1 g/dL, indicando anemia leve) e o hematócrito, devido à hemodiluição fisiológica da gravidez e à necessidade de suplementação de ferro. As sorologias para HIV e sífilis (VDRL) também são de repetição obrigatória no terceiro trimestre, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, para rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis que, se não tratadas, podem causar sérias complicações ao feto e ao recém-nascido. Outros exames importantes nessa fase incluem o rastreamento para Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), geralmente com o TOTG entre 24-28 semanas, especialmente se a glicemia de jejum inicial (94 mg/dL) estiver alterada. A pesquisa de Estreptococo do Grupo B (EGB) é realizada mais tardiamente, entre 35 e 37 semanas, para profilaxia intraparto. A toxoplasmose, com IgG reagente e IgM não reagente, indica imunidade e não necessita de repetição. Portanto, a combinação de hemograma, HIV e VDRL é a mais adequada para a rotina de 28 semanas.
O hemograma é repetido para monitorar a anemia fisiológica da gravidez e identificar deficiências que necessitem de suplementação, prevenindo complicações maternas e fetais.
A repetição dessas sorologias no terceiro trimestre é vital para identificar infecções adquiridas durante a gravidez, permitindo intervenções para prevenir a transmissão vertical ao bebê.
O rastreamento para DMG é geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, com o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ou glicemia de jejum, dependendo do risco.
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