UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Quanto à assistência pré-natal, identifique se são Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as afirmações abaixo: 1 - Segundo preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), do Ministério da Saúde do Brasil, o número mínimo de consultas pré-natais em gestantes de risco habitual não deve ser inferior a seis, e dependerá da idade gestacional na primeira consulta. ( ); 2 - Considerando as seis consultas, elas deveriam ser assim distribuídas: uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro. ( ); 3 - Pensando uma situação ideal para o calendário das consultas de pré-natal para gestantes sem risco reprodutivo adicional, é razoável manter retornos mensais até a 32a semana, quinzenais da 32a até a 36a, e semanais até o nascimento. ( ); 4 - Nas consultas do segundo trimestre deve-se utilizar as quatro manobras de LeopoldZweifel para definir a situação, atitude, apresentação e posição fetal. ( ); 5 - O teste de Coombs indireto, deve ser repetido a cada três meses em gestantes Rh negativas não isoimunizadas e que não tenham recebido a imunoglobulina antiRh(D). Caso elas tenham recebido essa imunoglobulina, o teste de Coombs indireto perde o valor. ( ). Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Pré-natal risco habitual: mínimo 6 consultas (1º tri: 1, 2º tri: 2, 3º tri: 3). Manobras de Leopold são mais úteis no 3º trimestre.
O pré-natal de risco habitual preconiza um mínimo de 6 consultas, com distribuição específica ao longo da gestação. As manobras de Leopold são mais eficazes no terceiro trimestre para avaliar a estática fetal, enquanto o Coombs indireto em gestantes Rh negativas deve ser repetido, mas perde valor se a imunoglobulina anti-Rh(D) já foi administrada.
A assistência pré-natal de qualidade é fundamental para a saúde materno-infantil, visando identificar e manejar riscos, promover a saúde e preparar a gestante para o parto e puerpério. No Brasil, o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN) e as diretrizes da OMS preconizam um mínimo de seis consultas para gestantes de risco habitual, com uma distribuição estratégica ao longo dos trimestres para otimizar o acompanhamento. O calendário ideal de consultas geralmente envolve retornos mensais até a 32ª semana, quinzenais da 32ª à 36ª semana, e semanais até o parto. Durante essas consultas, são realizados exames físicos, laboratoriais e orientações. As manobras de Leopold, importantes para avaliar a estática fetal (situação, atitude, apresentação e posição), são mais eficazes e confiáveis a partir do terceiro trimestre, quando o feto está maior e a quantidade de líquido amniótico permite uma palpação mais precisa. O manejo da gestante Rh negativa é um ponto crítico no pré-natal. O teste de Coombs indireto é essencial para rastrear a isoimunização. Ele deve ser repetido a cada três meses em gestantes Rh negativas não isoimunizadas que não receberam imunoglobulina anti-Rh(D). Se a imunoglobulina já foi administrada, o teste pode apresentar resultado positivo devido aos anticorpos passivos, o que o torna ineficaz para detectar uma isoimunização ativa. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh(D) é crucial para prevenir a doença hemolítica do recém-nascido em gestações futuras.
Segundo a OMS e o Ministério da Saúde do Brasil, o número mínimo de consultas pré-natais para gestantes de risco habitual é de seis, distribuídas idealmente com uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro.
As manobras de Leopold são mais úteis e informativas a partir do terceiro trimestre (após a 28ª semana de gestação), quando o feto já tem um tamanho considerável e sua posição, apresentação e atitude tendem a ser mais estáveis.
O teste de Coombs indireto é crucial para detectar a presença de anticorpos anti-Rh(D) na gestante Rh negativa não isoimunizada, indicando risco de doença hemolítica do recém-nascido. Ele deve ser repetido periodicamente, mas se a imunoglobulina anti-Rh(D) foi administrada, o teste pode positivar devido aos anticorpos passivos, perdendo seu valor para detectar isoimunização ativa.
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