Pré-natal de Gestantes Vulneráveis: Abordagem Humanizada na APS

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2019

Enunciado

Joana tem 20 anos e é paciente da unidade de saúde desde que nasceu. Toda a equipe conhece sua história. O pai era traficante de drogas e morreu assassinado pela polícia em um tiroteio. A mãe se casou novamente e Joana foi abusada pelo padrasto quando tinha 10 anos de idade. Aos 16 anos, teve o primeiro filho. O pai desse filho é um traficante que atualmente está preso. O filho é saudável e Joana tem surpreendido a equipe como mãe. Ela está grávida do seu novo companheiro e a agente de saúde relata comentários da comunidade de que ela tem usado cocaína mesmo depois de ter engravidado. O agendamento de consultas na unidade é feito semanalmente, mas gestantes tem prioridade, com retorno previamente agendado. Joana não consegue se organizar para as consultas agendadas e prefere ir no dia em que está "bem da cabeça". A equipe consente e combina com ela que vão conseguir um encaixe com o médico ou a enfermeira, desde que ela venha com a frequência necessária para o pré-natal. Ela já conseguiu fazer os primeiros exames de pré-natal e deram todos normais, inclusive sorologia para HIV. Qual a conduta para o caso? 

Alternativas

  1. A) Manter estratégia de "encaixe" de consultas. 
  2. B) Denunciar Joana ao conselho tutelar. 
  3. C) Internar Joana compulsoriamente. 
  4. D) Reforçar a necessidade de agendamento prévio. 

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